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 Entrevista: Flávio Varricchio (maui).

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peridapituba
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Registrado em: Sexta-Feira, 11 de Mai de 2007
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MensagemEnviada: Sex Set 10, 2010 9:02 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Flávio, nos trace um breve perfil, se possível com a inlusão de uma foto.

Peri,vou citar a frase de um alpinista francês que resume bem minha relação com a fotografia:

“… não ambicionava qualquer glória, e as mais modestas escaladas deixavam-me louco de alegria. Para mim a montanha não era mais que um reino maravilhoso onde, por qualquer mistério, eu me sentia mais feliz.”

Lionel Terray (1921-1965)

É isso, sou um cara que procura registrar a minha vida por meio das fotografias, O fotografar por si só é uma atividade que me deixa muito feliz, onde me sinto participando da vida com mais entusiasmo e alegria.




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1- Flávio, em seu perfil do Flickr, lemos:

"Fotógrafo da natureza. Em 2004 passei a dedicar-me à arte que melhor retrata minha essência, embora desde criança demonstrasse interesse pelas imagens que via em revistas especializadas. Procuro, através da fotografia, celebrar a natureza, ambiente que mais me identifico, tentando projetar em imagens a magia de cada lugar que visito. Atualmente me dedico ao projeto de documentação dos parques nacionais brasileiros além de retratar o povo, as pessoas que ajudam a contar a história do Brasil. Meu livro somente mostra as belezas da vida. Boa viagem pela minha história."

Você se auto-intitula fotográfo de natureza, mas percebo que vc tem uma facilidade em retratar cenas cotidianas e pessoas (como a galeria "povo brasileiro" que falaremos mais adiante).

Há mesmo predileção por temas?


Sim Peri, só fotografo temas que gosto, que me identifico, e sempre procurando mostrar o lado bom das coisas, os mostrando com dignidade e respeito. E como tenho facilidade em abordar as pessoas e gosto muito de participar de suas vidas, me intitulei como fotógrafo da natureza, que remete a algo mais abrangente como a natureza humana, por exemplo, que de natureza, que no meu modo de ver é mais associado à fotografia de paisagens e da vida selvagem.

2- Me lembro bem da série Seu Orides, quando ela foi postada publicamente lá no BrFoto.
Na ocasião vc falava da emoção na captura daquelas fotos.
Conte-nos sobre o episódio.


Considero as fotos do Sr Orides as mais significativas dentre todas as que fiz. Ele foi à pessoa mais bonita que conheci e tive o prazer de ajudar. Orgulho-me muito da sua amizade e de ter tido a oportunidade de encontrá-lo nas minhas andanças pela área rural de Petrópolis-RJ. Morava com o filho, que só retornava a noite do trabalho, dizia que se sentia sozinho desde que a sua esposa tinha falecido e adorava contar histórias. Apesar da aparência triste em algumas fotos, era uma pessoa alegre e com uma disposição invejável no alto de seus 89 anos, idade que tive o prazer de estar ao seu lado no dia de seu aniversário em que ele fez uma oração muito bonita e emocionante. Essas fotos são as mais significativas por terem ido além do registro de seu modo de vida, mas por terem tido uma utilidade que transformou tanto a minha fotografia quanto a vida dele. A dele que passou a ter um maior reconhecimento da família que o levou da casa onde morava onde passava por muitas privações, para morar com eles em uma cidade próxima, onde teria uma vida mais digna ao lado de seus familiares, o que o deixou muito feliz. Mudança provocada pelas fotos que sua neta em umas das visitas que fazia a ele nos finais de semana, levou para casa para mostrar para a mãe, o que a fez reconhecer que o pai não estava bem naquele local, e que precisava de ajuda. Informação me passada pelo seu filho que morava com ele e que tinha alguns conflitos. A minha fotografia, tinha menos de 1 ano que tinha começado a fotografar com a digital, por ter mostrado que mais importante que sair por aí fotografando o que gosto, seria dar utilidade a essa fotografia, já que mesmo um gesto simples como o de presentear uma pessoa com uma foto que talvez nunca tenha sido fotografada a não ser para registro em documentos, pode ser um gesto que pode mudar sua vida. Não digo como no caso do Sr Orides , mas levantando sua auto-estima, as tornando especiais. Vejo muitas dessas fotos que faço como uma homenagem a sua história, uma homenagem a pessoas que aprendi a admirar e que tenho a honra de ter como amigos.


3- Como a fotografia se insere em sua vida?Como lazer, hobby, apenas profissão?É possível se separar estas categorias?

Insere-se como um estilo de vida. Mais que uma profissão (apesar de ter feitos alguns trabalhos, não me considero profissional da fotografia) ela faz parte da minha vida desde os tempos de adolescente onde saia pelo Brasil com uma mochila e uma câmera automática registrando tudo de bonito que vivenciava. O ser “fotógrafo” para mim é a realização de um sonho e uma grande diversão, já que independente da categoria, e da minha auto-critica, me cobro bem em relação aos resultados, me divirto bastante quando saio por aí com uma câmera. Seja profissionalmente ou em fotos sem muito compromisso,quando se faz o que gosta,tudo fica mais fácil e prazeroso.


4- Você tem um trabalho interessante de documentação de Parques Nacionais (dos Órgãos-RJ, Monte Roraima/Canaima - Brasil/Venezuela, Itatiaia - RJ/MG, entre outros).
Qual o seu propósito com esta documentação?
Isto de alguma forma se relaciona com outro hobby que vc tem (se não me engano você gosta de escaladas/caminhadas ... )?


O propósito é o de registrar locais de natureza exuberante e que estão (estiveram) no meu imaginário nos tempos em que viajava lendo revistas como Geográfica Universal e Terra, locais esses que sempre tive o sonho de conhecer e fotografar como “aqueles caras das revistas” fizeram. Não tenho muitas pretensões de isso se tornar uma profissão, com prazos, etc., mas de seguir o caminho de realizar meus sonhos sem compromisso com ninguém a não ser comigo mesmo, no meu ritmo, fazendo o que quero, quando quero e como quero. Essa documentação tanto dos Parques Nacionais, como das pessoas, é algo que vem de dentro,do meu intimo, é a realização de um sonho de viajar pelo Brasil, fazendo o que mais gosto e me faz sentir vivo. E isso se relaciona com as caminhadas que faço, já que gosto de chegar aos locais devagar, vivenciar o seu dia a dia, participar de sua vida, não simplesmente passar por eles como um turista que vê tudo de longe e rapidamente sem se envolver.

5- O Eduardo Buscariolli, um amigo em comum que temos, comentou comigo que, além de um ótimo fotógrafo, você também é ótimo contador de 'causos', e talvez até melhor contando-os do que fotografando. - rs

Certamente você tem algo muito interessante a nos a contar...


Não me acho um ótimo contador de histórias, sou aquela pessoa que mal sabe contar uma piada, quanto mais histórias, e vou discordar do Eduardo nesse ponto, já que contar histórias por imagens é bem mais fácil para mim do que com palavras.

Mas para não ficar só na explicação, segue uma:

Sou um andarilho por natureza, gosto muito de caminhar, descobrir lugares novos e foi numa andança dessas que me envolvi na situação mais tensa até hoje. Foi logo que comprei minha 1ª digital, tem 6 anos isso, onde saí pela estrada Rio x Petrópolis a pé, sendo que iria pela pista de subida e retornaria pela de descida, já que dessa forma estaria sempre frontal ao trânsito que é pesado e perigoso. Em um trecho da estrada os moradores vendem um artesanato muito bonito feito de retalhos de tecidos, tapetes principalmente, e foi numa dessas barracas que quase me dei muito mal. Só tinha uma barraca e uma vendedora, ao qual perguntei se podia fazer uma foto de um tapete com o desenho da bandeira do Brasil, nisso a mulher enlouquecida, pega um facão e vem para cima de mim do nada, já que só tinha feito uma pergunta a ela,gritando – Sai,sai daqui, senão te mato! Me afastei de imediato,e perguntei o porque dessa reação,já que não tinha feito nada a ela,mas ela furiosa como estava,continuou a gritar para sair dali senão me matava. Nisso, um homem que estava em uma bicicleta próximo, veio para cima de mim, perguntando o que tinha feito a ela, e que era para sair dali. Não ia discutir, já que não sou de confusão, e peguei minhas coisas e continuei pela estrada sem dizer nada, já que não adiantaria argumentar com ele que também estava meio alterado. No caminho ele passa por mim de bicicleta dizendo que ia chamar uns amigos para me pegar. Começou a ficar bem tensa a situação, mas continuei andando,quando mais a frente ele estava com outro cara próximo a um bar,não me lembro bem, ambos de bicicleta, parados me observando. Chegando onde eles estavam, parei para pedir uma informação no bar e ouvi quando um deles disse ao outro – É esse aí! Continuei por ali, eles próximos conversando, mas sem esboçar nenhuma reação,quando um fala para o outro para irem até o bairro que lá juntariam uma galera para me pegar,logo que disseram isso, pegaram as bicicletas e saíram em disparada pela estrada. E a coisa ta ficando cada vez mais tensa e tinha que dar um jeito de sair dali porque na próxima vez que encontrá-los senti que ia me dar muito mal. Parei, pensei um pouco e lembrei que logo à frente, tem um posto de gasolina, onde ao lado tem uma estrada de terra que sai na pista de descida, e que teria que seguir por ali, já que se seguisse até o final da pista, passaria por onde eles estavam e uma vez ali não tinha para onde correr. Continuei a caminhada, cheguei ao posto, olhei em volta, já que eles poderiam estar por perto, e perguntei ao frentista se dois caras tinham descido de bicicleta por ali recentemente, ele disse que não, e sem pensar, comecei a descer correndo para estar na outra pista o quanto antes. Cheguei à pista, tudo certo, e segui meu caminho de volta para casa que foi até mais tenso do que antes, já que a todo o momento olhava para trás, para ver se não estava sendo seguido, e todo carro que vinha em sentido contrário gerava uma expectativa, já que poderia ser o pessoal do bairro em busca do fotógrafo de tapetes da bandeira do Brasil que havia “molestado” a vendedora de artesanato que talvez por ter sofrido alguma violência, sofria de um trauma tão grande, que qualquer pessoa que a abordasse,queria lhe fazer mal.

6- Filme e/ou digital?Por quê?

Digital. Comecei a fotografar seriamente em 2004 e com digital, uma Fuji S5000,

http://a.img-dpreview.com/news/0307/finepixs5000.jpg

(não conto muito o período em que usava a câmera tudo automático de filme como fotografar, já que não entendia nada de fotografia na época, só sabia apertar o disparador, trocar o filme e nada mais) e apesar da minha experiência com filme ser pequena, prefiro o digital. Gosto da sua praticidade, de visualizar a foto na hora em que foi feita e corrigir possíveis falhas técnicas com um rápido ajuste e outra foto em seguida, de ter o controle de todo o processo, desde a captura até a impressão, da facilidade de armazenamento, onde em um DVD ou HD coloco centenas de fotos ocupando pouco espaço em casa ou na mochila, de no caso de uma viagem carregar menos peso e ter menos preocupação com a integridade das imagens, conheço fotógrafos que viajavam com 100, 200 rolos de filme em uma bolsa térmica e que ficavam estressadíssimos com a segurança do material o que hoje com um cartão de memória de alta capacidade que cabe no bolso de uma camisa foi resolvido, da maior resolução e qualidade de imagem comparada aos filmes de 35 mm, enfim, não me vejo fotografando e nem tenho muita curiosidade de usar filme por esses entre outros motivos. Se fotografo hoje é graças ao digital. Talvez se só existisse filme não teria a mesma motivação que tenho usando a tecnologia digital que veio para ficar e facilitar a vida dos fotógrafos.

7- Flávio, abaixo 2 séries de fotos que gostei muito em seus álbuns.


Destaquei em cada uma delas algumas fotos que fiquei impressionado, seja pela qualidade da captura (composição, luz, tratamento, etc) ou seja pela diversidade das informações contidas nelas.

E pelo simples fato de eu me sentir muito próximo da sua abordagem em ambientes tão plurais, locais que me atraem muito para fotografar também.

Entendo que você transmite muita humanidade nestas capturas, mostrando verdadeiros relatos de nosso povo e seus costumes.

Na verdade as fotos postadas funcionam apenas como exemplo, porque os álbuns, verdadeiramente, são ótimos.

1 - Porto de Manaus - AM.




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2- Mercado Municipal - Manaus - AM.




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O que vc sente ao fotografar estas comunidades e estes locais?

Fale um pouco sobre sua abordagem nestes ambientes que muitos, erroneamente, chamam de "poluídos".


Sinto-me participando do modo de vida das pessoas, me identifico com suas histórias, admiro seu trabalho e tenho profundo respeito por elas. Agradeço por ter a possibilidade de acompanhá-los mesmo que por poucos momentos, e como vejo a fotografia como uma troca, sempre que possível procuro dar as fotos para elas, já que recebi um presente, nada mais justo que retribuir.


8- Em suas andanças, que lugar (ou tema) te proporcionou mais prazer em fotografar e por quê?

Curiosamente um dos locais que mais me proporcionou prazer em fotografar não foi em um ambiente natural, mas em uma cidade grande, como Porto Alegre. Foram às fotos feitas no Mercado Público, na Usina do Gasômetro, no Brique da Redenção e na Casa de Cultura Mário Quintana, quatro dos principais pontos turísticos da cidade.

O prazer estava no desafio, de fotografar algo novo para mim, o urbano, o cotidiano de uma cidade grande, e de forma diferente das usuais, onde a luz era o fio condutor das fotos isolando em meio ao todo, os sentimentos, as angústias, o trabalho, a correria do dia a dia das pessoas.

E o sucesso desse ensaio que foi matéria de capa e publicado na revista Photo & Magazine edição 18, reflete muito o meu estado de espírito na época, onde passava por um momento muito bom da minha vida, motivado, feliz, a véspera de um trabalho importante que foi a documentação fotográfica de toda a cidade de Bagé no pampa gaúcho. Foi à união perfeita do momento com a vontade de fotografar.

http://photo.net/photodb/folder?folder_id=781952

http://photo.net/photodb/folder?folder_id=781959

http://photo.net/photodb/folder?folder_id=781976

http://photo.net/photodb/folder?folder_id=782004


Participação especial: Eduardo Buscariolli.


9- Frequetemente vejo você manifestando um viés ambientalista. Considerando que você faz da fotografia de paisagem uma espécie de meio de expressão pessoal, torna-se natural a defesa daquilo que nos move. Assim, fale um pouco da sua paixão pela fotografia da paisagem natural. O que veio primeiro a fotografia ou a paisagem?

A paisagem veio primeiro. O meu contato com a natureza vem desde os tempos de adolescente, onde nas minhas viagens sempre procurei ir para locais de natureza exuberante, e que tinham história, autênticos. Mas não tinha nenhuma câmera, até pela fase que me encontrava, onde queria ir mais para a farra que outra coisa. Com o tempo comecei a deixar a farra de lado e explorar esses locais com outros olhos, e foi aí que a fotografia entrou definitivamente na minha vida. Logo em seguida comprei uma câmera daquelas “aperte o botão que a gente faz o resto”, uma Pentax PC-33




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dessas saboneteiras com foco fixo e tudo automático, onde a única escolha do fotógrafo é o filme, a composição e escolha da luz, sendo que quase sempre, até por não saber nada de fotografia, só sabia trocar o filme e apertar o disparador, os resultados me frustravam, já que o que via não era o mesmo que o filme registrava.

Mesmo sem entender nada de fotografia e inspirado pelas fotos que via em revistas como a Geográfica Universal e Terra, onde ficava fascinado pelas fotografias e dizia que um dia iria fotografar igual aqueles caras e conhecer os mesmos locais que eles, organizei minha “1ª expedição”, que foi uma caminhada de 1000 km pelas praias mais bonitas do Brasil, sendo que o meu guia de viagem foi o da Quatro Rodas sobre o litoral.

Fiz essa caminhada em algumas etapas, priorizando uma região em cada, onde levava minha câmera faz tudo, vários rolos de filme, sendo que os mais usados eram o Kodak Gold 100 e o Fuji Superia ISO 100, um rolo de esparadrapo para depois de cada filme terminado os catalogar com o nome do local onde as fotos foram feitas, e segui meu caminho de aspirante a fotógrafo desde então nesse esquema durante um bom tempo. Sem entender nada de fotografia, só tendo como referência as fotos que via em revistas. Sendo que quando do cancelamento de uma viagem ao sul devido a uma doença, com o dinheiro que tinha juntado para a viagem comprei uma Fuji S5000, isso aos 33 anos,quando aí sim,investi em um curso no SENAC e comecei a encarar a fotografia mais seriamente.

Dessa época da câmera faz tudo, duas fotos que gosto muito são essas de crianças índias no Rio Corumbau, litoral sul da Bahia:




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10- Geralmente em suas fotos vê-se uma paisagem grandiosa muitas vezes parecem intocadas. Em conversas anteirores você menciona pintores paisagistas do século 18 ou 19. Esse aspecto intocável é para você uma espécie de romantização da paisagem?

Em parte sim. Ultimamente tenho fotografado com duas influências, uma da fotografia e outra da pintura.

A da fotografia é do americano Galen Rowell (1940-2002), http://www.mountainlight.com/ que tinha como característica a busca pela luz perfeita, que chamava de mágica, e que era a do inicio e fim do dia, de tons quentes, aveludados, além do seu estilo de vida que admiro muito e me identifico.

A da pintura no apuro das composições e na representação fiel e detalhada dos elementos topográficos, da flora e fauna.

Dentre os pintores destaco:

O suíço Johann Jacob Steinmann (1800 -1844)

O alemão Johann Moritz Rugendas (1802-1858)

O inglês George Lothian Hall (1825-1882)

O holandês Frans Janszoon Post (1612-1680)

O italiano Nicolao Antonio Facchinetti ( 1824-1900)

E o português Joaquim Insley Pacheco (1830-1912)

A romantização vem do fato de procurar mostrar a paisagem com os mínimos sinais de ocupação humana, a paisagem pura, exuberante, que encantou os pintores e que mais me identifico. Quando não é possível a mostrar dessa forma, procuro locais onde a simplicidade das construções, das pessoas, do modo de vida, o que encontro principalmente em áreas rurais, remete há esse tempo. Tem um quê de nostálgico nessa minha busca atual, de ir de encontro ao meu verdadeiro eu, da tranqüilidade, de ambientes onde a paz parece imperar.

As fotos mais representativas dessa fase são essas feitas esse ano em Petrópolis – RJ:

[URL]http://img52.imageshack.us/i/11011234lg.jpg/]



Image[/URL]




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11- Ainda em conversas anteriores, você mencionou estar interessado em uma mudança de modo de fotografar, onde tentaria buscar particularidades dentro da paisagem. Fale-nos desse processo de mudança.[/quote]

Essa idéia veio de uma conversa que tivemos sobre o belo e o sublime Kantiano, onde o belo é o ligado ao alegre e jovial, como as paisagens calmas de um dia de céu limpo, e o sublime é o assombro que temos perante a grandes tempestades e a profundeza de grandes precipícios.

E pode soar contraditória essa mudança em relação à resposta da pergunta anterior onde respondo que procuro ambientes onde a paz parece imperar, mas ao mesmo tempo em que o belo me fascina,tenho uma profunda admiração pela força da natureza, do poder das tempestades, de raios rasgando o céu, de mares furiosos, nevascas inclementes, o que vai na linha do sublime,daquela sensação de prazer ligado ao terrível.

E não sei se seria uma mudança no modo de fotografar, mas sim, no modo de abordar a natureza, já que sempre fui à busca do belo, de condições climáticas acolhedoras, quando sinto profundo interesse pelo lado hostil da natureza. O que envolve riscos, já que no caso de uma fotografia na montanha, que são expostas as intempéries não tendo muitos locais onde se abrigar, uma situação de tempestade elétrica pode ser bem complicada, extasiante mais extremamente perigosa. É o sublime sem dúvida, mas que só tem razão de ser, se eu voltar para casa.

Por isso essa mudança, da busca por condições mais extremas, é algo para se pensar com calma,ao mesmo tempo em que elas me fascinam,sinto receio de me envolver em certas situações críticas só para fazer uma foto mais impactante, e como disse acima, uma aventura só é bem sucedida, se conseguimos voltar dela.

Uma foto na linha do sublime pode ser essa de um piloto de asa delta em meio a uma tempestade de verão:




Image


Editado pela última vez por peridapituba em Sex Set 10, 2010 9:32 am, num total de 3 vezes

peridapituba
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MensagemEnviada: Sex Set 10, 2010 9:05 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Pessoal,

O Flávio é uma pessoa que viaja constantemente para realizar seus cliques e desenvolver seus projetos, portanto pode demorar algum tempo para responder as perguntas.

Desfrutem desta nova entrevista, que está muito interessante.

Abraços, yeah

Virgilio Libardi
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MensagemEnviada: Sex Set 10, 2010 9:09 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Muito bacana como vc se relaciona de modo totalmente apaixonado com a fotografia, é um exemplo para nós que começamos como hobby e temos medo que este encantamento se evapore caso surjam "trabalhos" com isto.
Você tem outras atividades profissionais distintas da fotografia?
Caso tenha outra ocupação, como você divide este tempo e o seu trabalho?

Eduardo Buscariolli
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MensagemEnviada: Sex Set 10, 2010 10:45 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo




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Não é a toa que o tempo virou... isso é raridade... rs....

Flavio, nas suas andanças na região serrando onde você mora, você planeja e procura assuntos em especial?

Imagino que nas "expedições" mais complexas - monte roraima, patagonia, por exemplo - é claro que não seja possível planejar todas as fotos que você vai tirar. Mas existe algum tipo de preparação ou expectativa sobre as fotos que você imagina fazer? Como funciona o processo de planejamento ou o que você espera fazer nessas expedições?


Editado pela última vez por Eduardo Buscariolli em Sex Set 10, 2010 11:23 am, num total de 1 vez

Eduardo Buscariolli
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MensagemEnviada: Sex Set 10, 2010 11:21 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Uma seleção de fotos que gosto muito:

http://photo.net/photodb/photo?photo_id=6601089
http://photo.net/photodb/photo?photo_id=8176595
http://photo.net/photodb/photo?photo_id=10770891
http://photo.net/photodb/photo?photo_id=6604474
http://photo.net/photodb/photo?photo_id=8593685
http://photo.net/photodb/photo?photo_id=7502866
http://photo.net/photodb/photo?photo_id=10737113
http://photo.net/photodb/photo?photo_id=7502867

panik
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MensagemEnviada: Sex Set 10, 2010 11:46 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Bem legal sua entrevista, parabéns.

Não conhecia suas fotos, muito bacana as do AM.

Pergunto, já tomou sorvete lá no zizas em Manaus ? ehhehehe brincadeira Smile

Quais os programas de edição e tratamento que você prefere e por que ?

Abraços,

oz
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MensagemEnviada: Sex Set 10, 2010 3:45 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

peridapituba escreveu:
Pessoal,

O Flávio é uma pessoa que viaja constantemente para realizar seus cliques e desenvolver seus projetos, portanto pode demorar algum tempo para responder as perguntas.

Desfrutem desta nova entrevista, que está muito interessante.

Abraços, yeah


Obrigado Peri pela entrevista.

Não viajo tanto assim não,mas quando faço viagens mais longas procuro ficar um bom tempo nos lugares.

E como te falei por e-mail,o próximo entrevistado é vc. Think

abs

peridapituba
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MensagemEnviada: Sex Set 10, 2010 3:52 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Rapáz ... deixa eu quieto, responde a turma aê ... Mr. Green yeah

oz
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MensagemEnviada: Sex Set 10, 2010 3:59 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Virgilio Libardi escreveu:
Muito bacana como vc se relaciona de modo totalmente apaixonado com a fotografia, é um exemplo para nós que começamos como hobby e temos medo que este encantamento se evapore caso surjam "trabalhos" com isto.
Você tem outras atividades profissionais distintas da fotografia?
Caso tenha outra ocupação, como você divide este tempo e o seu trabalho?



Obrigado pelo comentário Virgilio,

Não,profissionalmente só me dedico a fotografia,principalmente contribuindo com fotos para bancos de imagens.

Não aqueles stocks que proliferam pela rede e que pagam menos de 1 dólar por foto,mas grandes bancos no Brasil que trabalham com o mercado nacional e internacional(nesse caso mais uso editorial).

É bem instável esse mercado,mas rende uma renda relativamente boa,principalmente quando o uso das fotos é publicitário.

Sempre quando viajo entro em contato com eles perguntando se precisam de fotos de determinado local além de fazer uma pesquisa no seu acervo de temas ou lugares que não tem ou tem poucas fotos,o que aumenta minhas chances de venda no caso de algum cliente procurar fotos desses locais.

Essa é uma forma que tenho de garantir uma renda com fotografia fazendo o que mais gosto que é viajar.

abs

oz
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MensagemEnviada: Sex Set 10, 2010 4:42 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

panik escreveu:
Bem legal sua entrevista, parabéns.

Não conhecia suas fotos, muito bacana as do AM.

Pergunto, já tomou sorvete lá no zizas em Manaus ? ehhehehe brincadeira Smile

Quais os programas de edição e tratamento que você prefere e por que ?

Abraços,


Olá Panik,obrigado pelo comentário.

No Zizas não,mas na Glacial sim ,o de cupuaçu,taperebá,castanha do Brasil,açai,entre outros são muito bons.
http://www.glacial.com.br/

E vc já foi na casa da pamonha,ali pertinho do teatro amazonas e que tem uma comida tipica e vegetariana excelente?
Se não vale muito ir quando passar por Manaus:
http://www.manausmais.com.br/content/gastro_detail.asp?URL_GAS_COD=49

Programas de edição uso o Nikon Capture NX2 para edição do RAW(90% da edição faço com esse programa) - http://www.capturenx.com/en/index.html e o Photoshop para finalizar a edição(redimensionar/aplicar nitidez/converter para jpeg) e montagem das panorâmicas,o que faço em TIFF 16bits.

Na edição das fotos feitas com DSLR Nikon,edito o RAW pelo NX e como gosto dos seus resultados e não tenho muita paciência de ficar testando vários conversores,continuo com ele que conta com recursos muito interessantes,o que outros conversores também possuem, mas acostumei com suas ferramentas como por ex:

na aplicação dos perfis de fotos(standart,vivid,portrait,etc),

dos control points que permitem ajustes localizados com a possibilidade de usá-los como uma máscara de proteção onde edito uma área especifica sem que as alterações influenciem em outras partes da imagem,

pela recuperação das sombras que é muito eficiente no modo better quality que não cria halos na recuperação,

pela possibilidade de simular filtros graduados,

da correção de distorções com perfis de correção para as lentes Nikon que mais uso

enfim,de muitos recursos que uso bastante e que no meu modo de ver que não sou nenhum expert em edição de imagens,conheço mais os ajustes básicos,me dão resultados muito bons.

Uso também alguns plugins da NIK Software - http://www.niksoftware.com/index/usa/entry.php - esses no Photoshop,como o Dfine para redução de ruído que tem perfis de correção para cada modelo de câmera da Nikon,o Silver Efex para PB,que não uso muito,mas que quando preciso me dá excelentes resultados com poucos ajustes e o Sharpened Pro,para a aplicação de nitidez.

Na edição do RAW da Canon,já que recentemente adquiri uma G11 para andar no bolso,uma câmera portátil que está sempre comigo e que conta com muitos bons recursos e qualidade de imagem,uso o DPP - Digital Photo Professional - http://www.canon-europe.com/support/software/dpp/, finalizando a edição tambén no Photoshop.

abs


Editado pela última vez por oz em Sex Set 10, 2010 6:59 pm, num total de 1 vez

panik
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MensagemEnviada: Sex Set 10, 2010 4:59 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Obrigado por responder.

Hora que passar por lá vou experimentar suas indicações sim yeah

Como que funciona esse lance de bancos de imagens ?

Teria algumas dicas de alguns bons ?

Valeu Smile

Abraços,

oz
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MensagemEnviada: Sex Set 10, 2010 6:03 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Eduardo Buscariolli escreveu:


Não é a toa que o tempo virou... isso é raridade... rs....

Flavio, nas suas andanças na região serrana onde você mora, você planeja e procura assuntos em especial?

Imagino que nas "expedições" mais complexas - monte roraima, patagonia, por exemplo - é claro que não seja possível planejar todas as fotos que você vai tirar. Mas existe algum tipo de preparação ou expectativa sobre as fotos que você imagina fazer? Como funciona o processo de planejamento ou o que você espera fazer nessas expedições?


Fui pego de surpresa Eduardo,por isso a foto,mas ultimamente tem saído algumas fotos minhas nas andanças que tenho feito com uns amigos,o que acaba sendo muito legal,já que é uma lembrança muito boa de bons momentos que vivenciamos e que é bom ter guardados.

Sobre as perguntas,na 1ª depende,fotos de paisagens normalmente saio com uma idéia do que pretendo fazer.

Se for possível em uma 1ª investida saio com a compacta onde faço um esboço,seja na luz que for,onde avalio o enquadramento e a composição para quando voltar com a DSLR fazer a foto definitiva,aí na luz boa para o que quero mostrar daquele lugar.

Como são locais que tenho a possibilidade de voltar sempre,fica mais fácil usar essa abordagem,sendo que em alguns casos o acaso,quer seja uma condição climática,um fenômeno da natureza,ou algo provocado pelo homem ou em que ele esteja inserido,propicia fotos até mais interessantes que as imagens mentais que planejei.

Enfim,nesse caso saio com uma imagem mental mas aberto e atento para outras possilidades.

No caso de fotos de pessoas,do seu modo de vida,não tem planejamento,o que eu faço é estar atento ao que elas estão fazendo e devagar,procurando não interferir na sua rotina,ir registrando o seu comportamento,suas ações,sempre procurando que elas fiquem a vontade,sem se sentir incomodadas e nas minhas andanças não saio por aí com a idéia de fotografar gente,as fotos acabam sendo consequência do meu envolvimento com os lugares.

Acontecem em um bar quando puxam conversa como foi o caso dessa foto:



Image

enquanto espero no ponto do ônibus



Image

na espera da "luz boa",enquanto fotografo uma paisagem - o acaso



Image

E nas fotos que melhor exemplificam isso que são as do Sr Orides,que me encontrou parado em frente a uma pinguela que dá acesso a sua casa,puxou conversa e me chamou para tomar um café
http://photo.net/photodb/folder?folder_id=524594

No caso de viagens o planejamento é 50% ou mais do sucesso das fotos.
Sempre antes de viajar faço uma pesquisa sobre os lugares,como:

melhor época do ano,nos lençois maranhenses por exemplo a melhor época é na fase chuvosa,onde as lagoas que se formam nas dunas estão cheias,na montanha em estações de clima mais seco,pela maior visibilidade e menor ocorrência de tempestades elétricas,etc

fase da lua(no Roraima fui na lua cheia para pegar ela nascendo no monte por ex o que fotografei e que ficou muito bonito
http://photo.net/photodb/folder?folder_id=957599 )

hora do nascer e por do sol,assim como o tempo que levo para chegar até o ponto em que pretendo fazer a foto,com essas informações me programo para sair com tempo de chegar no local,preparar tudo com calma sem,enfim,fazer a minha parte com calma e esperar que a natureza faça a dela - sempre faz,mas fazer o dela dentro das minhas espectativas.

locais com as melhores vistas,que podem ser os principais pontos turisticos ou lugares secretos que só os locais conhecem

guias que procuro conversar antes sempre quando possível para explicar o que desejo dele e se ele está disposto a me levar nos lugares,

estudo sobre a flora,sobre as espécies de plantas que ocorrem na região e a época de sua floração

além das questões básicas de qualquer viagem,com alimentação,transporte,hospedagem,essas coisas que fazem parte da viagem de todo mundo.

Espectativa sempre existe,e antes me frustrava quando as coisas não aconteciam como queria,mas com o tempo começei a relaxar mais em relação a isso e fazer o melhor de acordo com o que a natureza me oferece,e por mais que goste de fotografia se deixar que ela domine todas as minhas ações só vou conhecer os lugares pelo visor ou monitor da câmera.

Por isso,independente de todo o planejamento para fotografar,procuro viver a viagem,curtir as pessoas que encontrei,os locais que conheci,os bons momentos que vivenciei.

Fechar a cara porque a natureza está de mal humor e me enviou chuva em vez daquele belo dia de sol que imaginei fotografar seria uma atitude egoísta e desrespeitosa com o ambiente que me traz essa alegria,essa sensação de plenitude,de estar vivo,que faz o olho brilhar e o sangue correr com mais força nas veias que sinto quando estou fazendo parte da vida que sempre foi muito generosa comigo e que tenho que agradecer todos os dias por ter condição de fazer o que gosto.

Mais que fotografar,uma viagem é uma experiência de vida,e a vida é para ser vivida com entusiasmo e alegria,não com frustrações egoístas.

oz
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MensagemEnviada: Sáb Set 11, 2010 5:16 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

panik escreveu:
Obrigado por responder.

Hora que passar por lá vou experimentar suas indicações sim yeah

Como que funciona esse lance de bancos de imagens ?

Teria algumas dicas de alguns bons ?

Valeu Smile

Abraços,


Funciona como uma coleção de fotografias q são licenciadas para uso,seja por empresas ou pessoas fisicas,em q o uso pode ser:

Editorial ou comercial

e em que os preços de aluguel de uma foto(elas não são vendidas,são alugadas durante um periodo em que pode ou não haver exclusividade do cliente e finalizado o contrato ela pode ser reutilizada por outro cliente em outra oportunidade),preços que se baseiam nos seguintes itens:

Tempo de uso
Midia em que será usada ( outdoor,revista,internet,etc)
Abrangência da veiculação (regional,nacional,internacional)

Financeiramente sai mais barato uma empresa recorrer a um banco de imagens que contratar um fotógrafo para ir até a Amazônia por exemplo fotografar o Porto de Manaus,oque elevaria os gastos de produção de uma anúncio em milhares de reais.

Lembrando que fotos de pessoas é necessário um termo de autorização de uso da imagem do retratatado,sem o termo o uso principalmente comercial fica inviabilizado,já que em caso de um processo,tanto o fotógrafo,quanto a agência não tem oque argumentar,já que estão errados em disponibilizar essa imagem sem autorização.

Valores pagos variam de agência para agência e do nome do fotógrafo,ficando entre 40 e 60% do total.

Fotógrafos renomados conseguem contratos de até 60% como é o caso de um amigo que recebe essa porcentagem em um banco no exterior,não tão conhecidos no máximo 50%.

Dicas de um banco,vou dar do mais conhecido e que atua no Brasil que é a Getty Images

http://www.gettyimages.com.br/

abs

oz
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MensagemEnviada: Sáb Set 11, 2010 5:26 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Eduardo Buscariolli escreveu:
Uma seleção de fotos que gosto muito:

http://photo.net/photodb/photo?photo_id=6601089
http://photo.net/photodb/photo?photo_id=8176595
http://photo.net/photodb/photo?photo_id=10770891
http://photo.net/photodb/photo?photo_id=6604474
http://photo.net/photodb/photo?photo_id=8593685
http://photo.net/photodb/photo?photo_id=7502866
http://photo.net/photodb/photo?photo_id=10737113
http://photo.net/photodb/photo?photo_id=7502867


Legais as escolhas Eduardo,paisagens,pessoas,animais...

Animais é um tema que gosto mas que não é muito a minha praia e para mim é um dos mais dificeis de serem fotografados,já que o animal não posa para vc,macacos por exemplo não param quietos,nem sempre aparecem em uma luz legal e fotos de animais boas para mim são aquelas que mostram o seu comportamento,oque nem sempre é possivel se visualizar em ambiente natural,fazendo que muitos fotógrafos recorram a cativeiros para realizar essas imagens,mas nesse caso até que foi tranquilo,pelos animais estarem soltos no INPA em Manaus e serem bem sociáveis com os visitantes.

Marcos Borges Filho
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MensagemEnviada: Seg Set 13, 2010 4:28 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Flávio, você fala da dificuldade de tranpor uma bela paisagem que vivenciamos (ou seja, nos envolvemos emocionalmente com a cena) para a fotografia. Então lá vai uma pergunta mole mole pra você Mr. Green : Qual o pulo do gato??? Como fazer com que aquila paisagem que vejo, vivencio se torne uma foto atraente aos olhos de quem não estava no local?
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