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 Flash TTL na câmera com Resultados Profissionais.

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tinocovimagem
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MensagemEnviada: Qui Abr 07, 2011 1:00 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Estou iniciando uma nova forma de atender as necessidades de domínio de fotometria e aplicação de fundamentos de luz com Flash Dedicado, que muitos noviços em fotografia tem, intimidados com a quantidade de recursos presentes nas câmeras e Flashs Dedicados atuais.

Para ajudar na curva de aprendizado dos noviços, vou responder via MP, principalmente aos que experimentarem o método na prática e postarem uma imagem para analise, assim evito que o tópico se distancie do tema principal.


OS FUNDAMENTOS:


1º - CONTROLE DE TONS.

Como o fotômetro embutido em nossas câmeras enxerga? Ele vem calibrado de fábrica para enxergar tudo como “CINZA 18%, “ZONA V”, exatamente o meio da escala entre Preto Chapado, ZONA 0 e Branco Estourado, ZONA 10.
O tema mais recorrente são pessoas, com a Pele Média Branca, equivalente a ZONA VII, o fotômetro entende que a Pele Branca Média é ZONA V, uma subexposição média de -0.7EV, consequentemente subexpõe as baixas luzes/sombras, em duas zonas, então um terno preto, que para apresentar texturas, teria de estar exposto em ZONA III, recebeu exposição equivalente a ZONA I.

Resulta que não existem bits de informação suficientes para gerar as texturas presentes, quando o noviço aumenta a exposição de sua imagem no editor de imagens (LR3/CS5), o arquivo não tem informações suficientes para reconstruir as texturas perdidas, para atender ao pedido o editor de imagens preenche essa área com a única informação ainda presente, RUÍDOS.

Esse é o grande motivo para buscar a exposição correta, garantir texturas abundantes nas altas e baixas luzes, áreas bem iluminadas e sombras, roupas e cabelos pretos ricos em texturas e nuances, garantindo que o nível de ruído das imagens fique limitado ao mínimo possível.

Descobri que além da calibragem de fábrica para ZONA V, CINZA 18%, existem desvios, no caso de minhas D80 e D200 de dois amigos, a leitura para ZONA V ainda se encontrava subexpostas em -0.7EV, que somados aos +0.7EV para elevar a leitura de ZONA V para ZONA VII, tinha que compensar o fotômetro de minhas câmeras em +1.3EV.

Feito isso, ativava o Histograma de luminância e o Realces, para ter certeza via LCD que não havia superexposto a cena, gerando perda de textura nas altas luzes, principalmente rosto e roupas brancas.
Mas para obter consistência, tinha de parar de adivinhar quanto teria de compensar para cada cena, o que foi resolvido ancorando a fotometria na Pele Branca Média, mas esbarrava na variação absurda quando usava fotômetro Matricial, que vem programado de fábrica, com um algoritmo que representa em torno de 30.000, isso mesmo, trinta mil imagens que referenciam como a câmera deveria expor, para obter resultados próximos ao que o algoritmo do fotômetro Matricial informa ao processador da câmera como a exposição correta.

Solução? Fotômetro PONTUAL, que uso para medir Pele Branca Média, ZONA VII.

Fotometria perfeita finalmente? Que nada! O que via no LCD não batia com o que meu monitor calibrado com o programa Adobe Gamma mostrava, então depois de pesquisar em muitos livros, caiu a ficha! Ajustar o LCD de minhas D80 em -2 e as D90/D300/D300s em -3.

Agora sim, tudo cravado, texturas ricas nas baixas luzes e altas luzes, arquivos que quase não precisava ajustar quando abertos no meu editor de imagens (LR3) isentas de 90% dos ruídos!

Como atuar em campo de forma consistente? Relato o sistema que criei para trabalhar tranquilo em eventos, que devido a sua dinâmica fluída, deixa inseguros a maioria dos iniciantes. Mas atenção, essa é somente uma entre muitas abordagens de sucesso, então recomendo que a teste em eventos familiares ou vá como segundo ou terceiro fotógrafo, sem compromisso, para aplicar e exercitar o sistema, obtendo referências definitivas sobre o sucesso ou não em aplica-lo.

O Flash TTL é dependente da refletividade da cena para manter consistência na exposição, independente de flash direto ou flash rebatido, se mudamos o enquadramento e a relação de refletividade da cena sobe, a câmera irá diminuir a força do disparo, se a refletividade diminuir, a câmera vai aumentar a força do disparo, por isso paredes brancas ou escuras, o vestido branco e terno preto são o grande problema do Flash TTL para quem não pensa como o sistema da câmera, que opera subordinado ao tipo de fotômetro escolhido (Matricial Média Ponderada e PONTUAL)! Sei, é meio doido tentar se imaginar um fotômetro, mas é essencial, necessário!

Como resolver esse problema de dependência da refletividade da cena de uma vez por todas?
Recomendo eleger uma área como âncora para fotometrar todo o evento e nada mais prático e constante que a pele do rosto da noiva!

Vamos tentar entender como o fotômetro trabalha:
Se estivermos com fotometria matricial, a noiva de branco e o noivo de preto e uma parede branca, a leitura será de altíssima refletividade, então o que o processador da câmera vai informar ao flash? Diminua a força do disparo, então teremos uma cena subexposta.
Quem garante que o que estou falando procede?
O histograma de luminância, o branco, que será apresentado faltando uma parte para preencher do lado direito (altas luzes).

E se a parede for preta e estivermos clicando do lado do noivo, com o terno preto em primeiro plano e o vestido da noiva em segundo, relativamente menor que a parede e o terno pretos, o que vai ocorrer?
Isso mesmo, a câmera interpretara a cena como de baixa refletividade e vai aumentar a potencia do flash, resultando no vestido estourado, sem detalhes.

Como "EU" resolvo essa variação?

Programo o botão AE-L/AF-L, para funcionar como bloqueio FV (Flash Value) e passo o fotômetro para PONTUAL, passo a fazer o bloqueio FV (Flash Value), que é a pré-leitura da exposição do flash, direto no rosto da noiva, PELE BRANCA MÉDIA ou ZONA VII, assim meu sistema de Flash TTL, seja ele com a cúpula difusora ou com o Half Snoot do livro "Flash Dedicado", voltado para a parede lateral ou em diagonal ao teto, irá expor sempre para PELE BRANCA MÉDIA ou ZONA VII, ficando a exposição consistentemente correta, sem as grandes variações comuns no uso do Flash TTL +fotômetro Matricial.

No primeiro clique eu vejo o histograma de luminância e os realces, para saber se tenho áreas estouradas ou não e se sim, se são relevantes para a imagem, não sendo o rosto e o vestido branco, sigo clicando sem mais olhar pro LCD, se mudar a cena, novo bloqueio FV (Flash Value), confirmo a boa exposição com o histograma e realce NOVAMENTE, estourou, muita luz, ajusto, ficou subexposto, ajusto e sigo clicando até a cena mudar, sempre me ligando de fazer o pré-flash no rosto da noiva.

Se entrar a luz da filmagem, faço uma variação da cena com o bloqueio FV (Flash Value) na área de maior refletividade do vestido, então o que terei?
Subexposição devido à refletividade ser altíssima, então a luz da filmagem vai me dar uma luz lateral, de borda ou contraluz, lindíssima!
Essa é a forma de subverter a sua Ancora de exposição, pois o efeito pretendido é uma silhueta/contraluz com pouquíssimo flash de preenchimento, uma cena mais densa, alternativa as 95% das imagens expostas para o rosto da noiva!

O que acabei fazendo Amigos e Amigas?
Ancorei a minha exposição em uma única referência, impossibilitando que o fotômetro Matricial ou Média ponderada decida áreas amplas como referência, por isso a escolha do fotômetro PONTUAL (aqui o segredo deste método), que estará lendo somente pele, agora minha ÚNICA REFERÊNCIA, PELE BRANCA MÉDIA ou ZONA VII!

Quanto ao flash MANUAL, no caso das posadas dos noivos/padrinhos/madrinhas, que nada vai variar, aí é o único momento que trabalhar com o flash em manual é interessante, como ele não tem pré-flash, o índice de olhos fechados cai bruscamente!
Não recomendo em outro momento do evento, pois nas posadas não alteramos a distância madrinhas/padrinhos/noivos e em estúdio é perfeito, acertamos os valores de exposição e seguimos clicando sem variações.

Esse é o método que utilizo para ter consistência em minhas exposições em eventos.


2º - CONTROLE DE COR:

Agora um fator complicador:

Quero misturar a luz de flash com a luz ambiente, como proceder?
Primeiro, se estou com a iluminação ambiente de tungstênio/incandescente, com temperatura Kelvin por volta de 3200K, o que vai ocorrer se usar o WB da câmera ajustado para flash? Isso, a luz ambiente vai ficar laranja sujo, horrível, como solucionar?

Se quiser a luz ambiente fazendo parte da cena e não a do flash como dominante, com aquele tom branco azulado, o primeiro passo é ajustar a temperatura de cor da luz do flash à temperatura de cor da luz ambiente!
Como? Os SB700/800/900 vem de fábrica com gelatinas de conversão, instalamos a de 3200K, passamos o WB da câmera para KELVIN, ajustamos em 3200K, mesmo valor da gelatina, agora tendo à mesma temperatura de cor da luz ambiente e do Flash.

Mas como ajustar a exposição da luz ambiente?
Como estou no modo MANUAL, programo o botão função para desligar o flash (se sua câmera não tem, desligue-o manualmente), aciono o botão função e faço a medição no ambiente de algo próximo ao tom da pele da noiva, ajusto velocidade ou ISO ou diafragma, fica a critério da linguagem e narrativa que escolhi para contar a história e passo a fazer o bloqueio FV (Flash Value) novamente no rosto da noiva, agora sem apertar o botão função, para o flash voltar a operar (religue o flash para quem não tem o botão função), obtendo assim a exposição do fundo e do flash equilibradas em temperatura de cor (WB) e com tons próximos, que poderei variar para mais ou menos densa a luz ambiente.

Se subir o ISO, o disparo do meu flash será menor, se mudei só a velocidade de obturador, tenho de ter cuidado para os noivos não estarem andando, se abri a lente, o disparo do flash irá diminui, se adequando a PELE BRANCA MÉDIA ou ZONA VII, minha referência.


Resumo da ópera, o sistema TTL é absolutamente previsível, se for ancorando sempre na mesma leitura, mas se usar o fotômetro Matricial ou Média Ponderada prepare-se para passar a noite ajustando a compensação do flash, a cada mudança de cena!
Funciona, mas eu particularmente acho muito cansativo, por isso o uso do fotômetro PONTUAL.

Não recomendo a ninguém iniciar essa abordagem em um evento, antes de treinar e entender o que está fazendo, para isso, reuniões em casa, festas de amigos, é o tipo de evento ideal para exercitar o método!


Venho alertar a todos que o assunto é extremamente ÁRIDO, DESGASTANTE, me gerou muitas frustrações até entender como trabalhar de forma consistênte.

A principal recomendação é ter a mente aberta e experimentar o método, procurando entender o que está sendo feito, que se resume a expor sempre para o rosto da noiva, se ficar perfeitamente exposto em ZONA VII, toda a cena receberá exposição correta, principalmente as baixas luzes (pretos e sombras), não apresentarão ruído excessivo, garantindo tridimensionalidade nos cabelos, terno e sombras, sem imagens chapadas.

Mas vale lembrar que para obter o melhor desempenho, alguns procedimentos são essenciais.

1º - Calibrar o fotômetro da câmera -- Usei o ExpoDisc em minhas D80, com ISO 100, f/16 e 1/125 de velocidade, apontou -0,7EV, equivale a compensar em +0,7EV pra zerar a leitura de meus fotômetros em ZONA V.

2º - Como o fotômetro das câmeras é calibrado para zona V, para ir até ZONA VII ou PELE BRANCA MÉDIA, é necessário o aumento de +0,7EV de exposição, que somados aos +0,7EV de ajuste da calibragem dos fotômetros de minhas D80, resulta em compensação total de +1,3EV para chegar a exposição correta da ZONA VII ou PELE BRANCA MÉDIA.

3º - Calibragem de monitor, ao menos pelo Adobe Gamma ou de preferência por um calibrador de monitor.

4º - Ajustar o LCD da câmera para -2 nas D80, assim o que vemos é muito próximo ao tom fotografado que será apresentado no monitor.


**Minhas calibragens são constistentes para o fotômetro PONTUAL**

Vamos a um exemplo prático:
Flash rebatido na parede com Half Snoot, bloqueio FV no rosto do aniversariante, garantindo que não teria estouro nem perderia texturas nas altas luzes do bico do carro.
Na sequencia fiz mais de 25 imagens com os amigos, primos, pais, todos em volta do carro e eu variando tanto o zoom da AF 20-35 f/2.8D IF, como mudando o ponto de câmera, de baixo, nivel dos olhos do aniversariante e alto, me aproximando e distanciando, o que resultou em 25 imagens expostas com variações menores que 1/3 de ponto, praticamente imperceptíveis no tratamento.




Image

ACHOU A ILUMINAÇÃO DA FOTO ACIMA INTERESSANTE: LEIA O LIVRO "FLASH DEDICADO", SUAS IMAGENS PASSARÃO A TER O MESMO TIPO DE RELEVO COM EXPOSIÇÕES PRECISAS.

RESOLVENDO PROBLEMAS DE PELE VERDE:

Quando o evento é iluminado por luz fluorescente, se prepare para a viagem sem volta a MARTE, é o próprio INFERNO VERDE ou o MUNDO ENCANTADO DO CATARRO DAS CRIANÇINHAS, pois normalmente as luzes do ambiente são misturadas, branco neutro+branco luz do dia+branco quente+branco frio, uma salada das boas, que inviabiliza o pré balanço de branco preciso, se movimentou, mudou a cor!

Quando eu faço a medição com meu ColorMeter em luz fluorescente, tenho a temperatura de cor em torno de 4500K, mas em Color Compensating (CC), pede para adicionar entre 15M a 40M (Magenta), dependendo do tipo de lampada, para cortar o verde caracteristico de cada modelo de luz fluorescente.

O que faço é meio João sem Braço, mas resolve meu gerenciamento de cor, sem aporrinhações adicionais no pos-processamento.
Uso um gelatina de conversão Rosco, a CTS 3443 converte 5500K para 4500K no meu flash, a série CTS dá uma resposta mais natural em pele, amarelada, diferente da série CTO que tende a deixar a pele mais vermelha!

Com meu flash em 4500K e o WB da câmera em Kelvin, ajustado para 4500K, consigo diminuir relativamente o excesso de verde da luz fluorescente que ocorre quando trabalho com o flash em sua temperatura nativa de 5400K e o WB da câmera em Flash (5400).

Passo a me preocupar somente com a exposição da luz do meu flash no rosto da noiva, sempre rebatido nas paredes ou em diagonal no teto pelo Half Snoot, que não manda luz frontal para os noivos, o que destroi o relevo da cena.

Essa foi a solução que melhor deu resultados em ambientes iluminados pela HORRÍVEL & MARCIANA luz fluorescente.


**Cinegel

STRAW
Os filtros de conversão para Luz do Dia RoscoStraw são uma série de gelatinas de tons amarelos âmbar que abaixam a temperatura de cor conforme a necessidade. Estas gelatinas oferecem a versão "mais amarela" da tradicional série CTO e são calibradas com as mesmas propriedades de correção de cor e transmissão. O material é profundamente pigmentado por estabilidade do calor e transmissão superior de cores. Está disponível em rolos de 1,22m x 7,6m.

Cinegel #3441: Full Straw (CTS) 5500~3200
Cinegel #3442: Half Straw (1/2 CTS) 5500~3800
Cinegel #3443: Quarter Straw (1/4 CTS) 5500~4500
Cinegel #3444: Eighth Straw (1/8 CTS) 5500~4900



http://www.roscobrasil.com.br/Gelatinas/Gelatinas%20Cinegel.htm


Espero ter ajudado aos Amigos e Amigas, mas lembrem, é apenas um método de trabalho que tem apresentado consistência absurda, qualquer outro que seja mais confortável e dê resultados consistentes é igualmente válido!


Atenciosamente


tinocovimagem


Editado pela última vez por tinocovimagem em Sex Jul 08, 2011 7:27 am, num total de 6 vezes

thiago_terres
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MensagemEnviada: Qui Abr 07, 2011 1:09 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

tinocovimagem, só você mesmo para colocar esses tópicos. Se juntar todos dá um livro, se 1/3 dos usuários do fórum postasse nesse nível, todos estariamos ricos

Parabéns amigo.

tinocovimagem
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MensagemEnviada: Qui Abr 07, 2011 1:13 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

valeu thiago_terres!

Vamos a prática e fotos postadas, comento por MP.

Agradeço a força!

tinocovimagem
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MensagemEnviada: Qui Abr 07, 2011 8:43 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

O amigo eulercdc colocou uma questão por MP que achei relevante posta-la com a resposta para os noviços.

Gostaria que vc me exclarescesse mais sobre o half snoot. Achei na internet um post sobre como fazer o half snoot:
http://reviews.davidleetong.com/tutorials/photography/flash-diy-bounce-cards-and-flags-2/
Minha dúvida Tinoco, se não for te incomodar é claro, qual a técnica que vc utiliza com o half snoot para conseguir tridimensionalidade de luz nas suas fotos? Tem alguma regra básica?


A ideia do Half Snoot é que a luz direta do flash montado em cima da lente, não chegue ao assunto, pois a pior direção para se colocar a luz é exatamente no eixo da lente, por destruir toda e qualquer sensação de relevo/tridimensionalidade.

Como o Half Snoot bloqueia a luz direta/frontal, com 40% (errei--70%) da luz indo para a parede ou teto, mas em diagonal em relação ao eixo da lente, essa mesma luz quando volta ao motivo, ilumina-o lateralmente, mas com sua natureza DURA modificada para DIFUSA POR REFLEXÃO, tornando as passagens de tons do assunto riquíssimas com o requinte de criar sombras, que geram fortíssima tridimensionalidade/relevo.

Uma parte desta mesma luz, vai ao teto (30%), retornando ao assunto, agora no papel de luz de preenchimento, tornando as sombras menos densas, eliminando a possibilidade de subexposição, o que geraria ruídos se não existísse, devido a uma área que deveria ser iluminada como ZONA V a ZONA III, sem esse preenchimento ficaria como ZONA III a ZONA I, sem bits suficientes no arquivo para representar as texturas existêntes.

Quanto a regra básica, existe sim!
Aponte o Half Snot para a metade da distância entre a câmera e o assunto, assim o angulo de retorno possibilitará que o assunto seja plenamente iluminado lateralmente.
Em situações onde o espaço é pequeno, ele poderá ser apontado para a parede atras do fotógrafo, com deslocamento de 2 a 5 metros para a lateral, na junção parede/teto, conseguindo um bom efeito!


Exemplo do Half Snoot atuando em um espaço pequeno, com o flash apontado para a parede ao meu lado direito, repare o rosto das crianças, com o lado direito mais claro que o esquerdo!
Como a sala era minúscula, a luz de preenchimento foi excessiva, ainda assim o relevo foi garantido. Atenção para ausência de SOMBRAS atras das crianças!

D80 + 50mm@1/80@f4@ISO 400



Image



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Abs

tinocovimagem

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MensagemEnviada: Sex Abr 08, 2011 2:51 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Half Snoot apontado para a parede a esquerda, que mudou a Natureza da luz do Flash TTL montado na câmera de DURA para Difusa por Reflexão, resultando no efeito de Tridimensionalidade/Relevo, simplesmente evitando que a Luz do Flash TTL chegasse diretamente aos modelos!

Simples, Rápido, sem a necessidade de assitênte ou Flash sendo operado como escravo fora da câmera!



D80+50mm@1/80@f/2.5@ISO 100



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D80+50mm@1/80@f/2.5@ISO 100



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Funciona!!!!

WalbronSp
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MensagemEnviada: Dom Abr 10, 2011 8:28 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Estou lendo "flash dedicado" depois retorno aqui para tirar duvidas!
yeah

_________________

Walbron Siqueira´s


Fiat lux


tinocovimagem
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MensagemEnviada: Dom Abr 10, 2011 1:33 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

"HALF SNOOT"

Fiz a cobertura da comemoração do aniversário de oito anos do filho de um amigo, apenas um bolinho no salão de festas, teto baixo, pintado com tinta acrílica branca, que gera um color cast azulado, repleto de luzes fluorescentes, suficiente para clicar sem flash, mas a relação de contraste era de 1/1, total ausência de contraste e sombras multiplas no rosto.

Usei D80+50mm em f/4 e um SB800 com Half Snoot apontado sempre para o teto em diagonal.
Os resultados foram satisfatórios, embora a invasão da luz fluorescente fosse grande, ajustei rapidamente no pos-processamento, obtendo um equilibrio de branco razoável, somente para postar.

Mesmo com as condições longe do ideal, o Half Snoot criou uma forte tridimensionalidade nas cenas posadas, acrescentando relevos, preservando exatamente as caracterisiticas de cada face, o que vai garantir que cada mulher fotografada goste do resultado, devido a grande semelhança com a imagem que está acostumada a ver em seu dia a dia.

Recomendo que façam bastante uso do Half Snoot até ganharem intimidade, obtendo total controle deste modificador de luz de baixíssimo custo, que proporciona imagens diferenciadas, tornando o famigerado vilão das boas imagens, o Flash montado na câmera, em aliado fortíssimo que promoverá iluminação com controle de contraste e relevo em qualquer tipo de ambiente, permitindo ao fotógrafo iniciante obter resultados livres da luz frontal chapada que destroi qualquer relevo da cena.

"SEM RUÍDOS"
Atentem para as áreas de sombras e baixas luzes, como os cabelos, as letras estampadas na camisa, o iPHONE, todas sem ruídos, devido a forma de ajustar FOTÔMETRO, FLASH e LCD, conforme o 1º tutorial deste tópico, garantindo bits com informações desde a ZONA I a ZONA IX;


D80+50 f/1.4D-->@1/60@f/4@ISO 400@Half Snoot



Image



Abs


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danielvb
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MensagemEnviada: Seg Abr 11, 2011 11:55 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Tinoco,

Excelente explicação.
Desde que tive uma d80 aprendi a utilizar fotometria pontual e estudei o sistema de zonas de Ansel para ter mais controle do que produzia. No início é duro, mas depois que se pega a prática, é muito mais simples.

_________________

danielvb´s





DelCarlo
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MensagemEnviada: Seg Abr 11, 2011 2:09 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

tinocovimagem, Diogo Sacramento como modelo? yeah yeah yeah

Abçs

mitcha
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MensagemEnviada: Seg Abr 11, 2011 5:13 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Tino, onde eu compro esse negocio!!?
to lendo o livro Flash Dedicado e quero saber onde encontro esse espuminha preta.

Humberto Yoji
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MensagemEnviada: Seg Abr 11, 2011 5:22 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

mitcha escreveu:
Tino, onde eu compro esse negocio!!?
to lendo o livro Flash Dedicado e quero saber onde encontro esse espuminha preta.


Isso é EVA, se compra em praticamente qualquer papelaria grande.

Mas eu não gostei muito do EVA, pois ele "gruda" no velcro que eu pus na cabeça do flash, dificultando o manuseio. Então eu fiz o meu "half-snoot" com um pedaço de pasta preta, dessas de plástico, para arquivar papéis. Assim ele fica mais "deslizante", facilitando mudanças de posição.

Enfim, gosto pessoal. A vantagem do EVA é que você pode dobrar ele pra trás, pra quando não quiser usar o "half-snoot".

mitcha
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MensagemEnviada: Seg Abr 11, 2011 5:24 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

do jeito que o Neil faz nao fica bom? Com um elastico de criança? Era isso q eu tava pensando em usar..

é isso aqui entao, né?
http://www.kalunga.com.br/prod/folha-em-eva-600x400x2mm-preto-501-seller/351211?menuID=83

Humberto Yoji
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MensagemEnviada: Seg Abr 11, 2011 6:23 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

É isso daí mesmo, EVA.

Do jeito que o Neil faz é excelente, o problema é que o meu flash tem a cabeça revestida com velcro (a parte macia), daí fica agarrando no EVA, então eu preferi usar o pedaço de plástico, mas uso o elástico sim, não prendo com velcro (o velcro é para eu grudar os géis). No fundo é a mesma coisa.

mitcha
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MensagemEnviada: Seg Abr 11, 2011 6:33 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

ah tah !!! beleza entao

tinocovimagem
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MensagemEnviada: Seg Abr 11, 2011 10:25 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

mitcha escreveu:
Tino, onde eu compro esse negocio!!?
to lendo o livro Flash Dedicado e quero saber onde encontro esse espuminha preta.



Olá mitcha, a espuminha vc encontra com o nome de EVA.
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