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 HOMENAGEM DIGIFORUM - Entrevista Luiz Claudio Marigo

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Barda
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MensagemEnviada: Ter Abr 12, 2011 1:34 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Parabens pelo trabalho, e por conseguir fazer o que gosta, isso não tem preço.
Minha pergunta é se você já sofreu algum ataque de animais pelas andanças no mato ?

Marcos Borges Filho
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MensagemEnviada: Ter Abr 12, 2011 2:37 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Pessoal,

As respostas do Luiz Claudio Marigo para um primeiro grupo de questões. As perguntas que vão chegando continuarão a ser encaminhadas para o nosso entrevistado.


Regis da Silva Presser:

Parabéns ao DF pela excelente entrevista. Acompanho as reportagens do LC Marigo na FM há bastante tempo e ele realmente entende muito mais sobre fotografia do que "apenas" sobre fotografia de natureza. O livro dele é um dos que comprarei em breve.
Bem, eu até já mandei esses dias um e-mail para o Marigo, perguntando sobre a 2ª edição do livro FOTOGRAFIA DE NATUREZA - TEORIA E PRÁTICA, pois, pelo que eu saiba, a 1ª edição está esgotada, mas ele ainda não sabia se seria feita uma nova edição da obra... então a minha pergunta é esta: já há alguma previsão sobre uma 2ª edição do livro.

Luiz Cláudio Marigo -
Há sim. Falei com os editores do livro e há um planejamento para a segunda edição ser rodada em maio, provavelmente. A editora está fazendo o planejamento com a gráfica e essa é a data prevista para a segunda edição.

____________________________________


Ric:

Luiz Claudio Marigo é um ícone da fotografia, suas fotos são maravilhosas.

gostaria de deixar ao mestre uma pergunta:

Alguns animais fotografados são bastante perigosos, já passou por alguma situação de risco tentando obter fotos?

Luiz Cláudio Marigo -
Sim, na várzea do Mamirauá, na Amazônia, corri uns quatro metros com uma fêmea de jacaré-açu nos meus calcanhares, quando me aproximei de mais do ninho. Mas depois, fiquei achando que foi só um chega para lá, que ela não queria me machucar. Em outra ocasião, quando estava fotografando uma paisagem de cerrado, vi uma urutu-cruzeiro escondida num cupinzeiro, no Parque Nacional das Emas, pertinho dos meus pés, mas ela não deu o bote.

Os incidentes mais graves, na natureza, foram com animais "domésticos": fui chifrado por uma vaca bagual no Pantanal, mas sofri apenas arranhões no cotovelo, quando caí de costas e a vaca pulou por cima de mim. Na caatinga da Bahia, quando estava fotografando araras-azuis-de-lear, fui perseguido por um burro e precisei sair correndo, tive até que largar o tripé com uma tele de 800mm, que caíram no chão, e finalmente fui salvo por um vaqueiro que chegou na hora, como a cavalaria americana! Na Costa Rica, também fotografando umas araras-verdes, fui mordido na perna por um cachorro e uma manada de bois quase derrubaram um andaime de 25m quando estavam se coçando nos cabos de aço que sustentavam a engenhoca.


__________________________________________


Xande_Mike:

Excelente entrevista! Parabéns Digiforum, por mais este golaço.
Com o advento da Máquina Fotográfica Digital, muitos acham que ser fotógrafo é só apertar o botão. Com base na afirmativa deixo minha pergunta:

Um fotógrafo pode chegar a excelência, somente com a técnica adquirida em cursos? O talento nato e a sensibilidade podem ser desprezados em alguma especialidade fotográfica, como nas fotos em still por exemplo?


Luiz Cláudio Marigo -
Um curso é só o primeiro passo para a excelência fotográfica. É necessário continuar estudando a vida toda e principalmente, fotografando e criticando seu próprio trabalho. O período de edição das fotografias é ótimo para o fotógrafo examinar sua produção e avaliar erros e acertos.

Acho que o talento com que nascemos e a sensibilidade só não importam nos trabalhos estritamente técnicos, sem conteúdo autoral, como na reprodução de documentos, quadros etc.


________________________________________


Eduardo Buscariolli:

Luiz Claudio Marigo, no ano passado um artigo seu na Fotografe Melhor, levantava a voz contra a estupidez do ICMBios e suas instruções normativas. Tenho tentado acompanhar o assunto, porém não tenho visto mais nada. Resumidamente, você saberia dizer em situação ficou? Existe alguma possibilidade de reversão dessas instruções normativas?

Luiz Cláudio Marigo -
Depois daquele artigo, um grupo de fotógrafos e eu nesse grupo, fundamos a AFNATURA - Associação dos fotógrafos de Natureza e mantivemos contato com o ICMBio para tentar derrubar essa intrução normativa. Fizemos contatos com eles, conversamos, buscamos apoio de parlamentares, Carlos Minc, explicamos que a instrução normativa é um atentado à liberdade de expressão etc., mas ainda não tivemos sucesso. Por bem, não está adiantando... São lentos, acho que de propósito, para manter essa ferramenta controle de pé. Sim, há possibilidade de reversão dessa instrução normativa. No Rio de Janeiro, por exemplo, abandonaram essa atitude restritiva. Continuaremos tentando, por enquanto, tentando evitar o confronto, mas...


_________________________________________



Peridapituba:

Luiz Claudio Marigo,

Sendo um amante da natureza e um fotógrafo que explora-a sob o ponto de vista documental e difusor dos ambientes retratados, como você encara alguns fatos que acontecem no Brasil e que, de certa forma, prejudicam-nos ...

Falo de aspectos como bio-pirataria na Amazônia, queimadas em regiões como o Pará, abuso de comunidades indígenas fronteiriças em nossas fronteiras, etc, e todo este aspecto negativo que se abate em nossa fauna e flora, bem como a tudo o que se liga a estes ambientes (animais, rios, riachos, plantas, cachoeiras, insetos, etc).

Há espaço para que a fotografia seja vista como elemento de "pressão" junto a poderes Governamentais para resolução e/ou encaminhamento destes problemas?

Você, de alguma forma, se sente na obrigação de levantar estas questões?No mais parabéns pela entrevista e parabéns ao Marcos e ao DigiForum por disponibilizar o espaço.

Abs

Luiz Cláudio Marigo -

Vamos por partes:

Bio-pirataria: Vigiar as fronteiras para evitar a biopirataria????? Se nossas longas fronteiras deixam passar drogas, armas e todo o contrabando, como evitar que estrangeiros mal-intencionados saiam com algumas folhas, ou sapinhos, ou aranhas???? A única resposta que podemos dar a isso é estimular a pesquisa nacional sobre nossa biodiversidade e como usarmos esses recursos. É parar de resmungar e trabalhar! Acho um atraso a atitude do IBAMA de punir empresas brasileiras, como a Natura, em incidente recente, que fazem essa pesquisa e usam nossa biodiversidade. Por que não abordá-los sem escândalos no jornal e regularizar qualquer situação burocrática ou de falta de autorização, etc.? Nós fotógrafos também sofremos com isso. Precisamos de autorização para fotografar nas unidades de conservação, atividade que não explora a natureza,não tira nada da natureza, mas enriquece a sociedade com informação e a beleza do nosso trabalho. As unidades de conservação são terras públicas, apenas administradas pelo ICMBio. Assim, se aceitarmos esse abuso, logo vamos nos conformar a ter que buscar autorização para fotografar o Pão de Açucar, o monumento do Ibirapuera, o Pelourinho...

Todo esse aspecto negativo da exploração predatória da natureza tem a ver com a ignorância e o consequente desinteresse de nosa sociedade sobre essas questões. E o ICMBio inda quer empatar nosso trabalho! Parece aliado dos desmatadores.

Sim, a fotografia de natureza, o trabalho de nós todos, fotógrafos de natureza, é importante para divulgar informação e arregimentar aliados das causas ecológicas. Denúncias também são importantes, e nós somos jornalistas, repórteres fotográficos, fazemos essas denúncias. Mas devemos tomar cuidado para só denunciar não nos insensibilizar para essas questões.
Hoje, "precisamos" de um massacre em Realengo para nos sensibilizar sobre a violência em nossa sociedade.


Editado pela última vez por Marcos Borges Filho em Qua Abr 13, 2011 9:15 am, num total de 1 vez

NiltonRibeiro
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MensagemEnviada: Ter Abr 12, 2011 8:19 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Ótima entrevista, parabéns.

Gostaria de saber do Marigo se quem, porventura, se aventurar a virar fotografo (de fauna, flora e insetos) nos dias de hoje pode conseguir se manter , ou seja, viver disso e como se dá o processo, por exemplo, de divulgação do trabalho junto às revistas, jornais ou outros meios de divulgação, se o mercado valoriza tal profissional, etc.

Obrigado.

Marcos Borges Filho
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MensagemEnviada: Qua Abr 13, 2011 2:47 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Barda, na resposta que o Marigo dá a um questionamento do Ric ele já responde sua pergunta yeah

Marcos Borges Filho
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MensagemEnviada: Qua Abr 13, 2011 7:08 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Para mim, uma pessoa com sua experiência tem extrema facilidade em acertar. É essa mesma a realidade??? Ou seja, qual o índice de aproveitamento de suas fotos?
Também podemos pensar que a coisa é só prazer... ir para a floresta, para a natureza e logo sair tirando fotos maravilhosas. Você poderia nos passar como é todo o processo que antecede uma saida fotográfica e o que normalmente acontece quando está na região que pretende fotografar?

Tatiane Neves Tavares

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MensagemEnviada: Qua Abr 13, 2011 7:40 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Adorei a entrevista e fiquei tentada a comprar o livro yeah

xande_mike
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MensagemEnviada: Qui Abr 14, 2011 3:29 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Tatiane Neves Tavares escreveu:
Adorei a entrevista e fiquei tentada a comprar o livro yeah


Eu vou comprar!

Silvia Linhares
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MensagemEnviada: Qui Abr 14, 2011 2:29 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Luiz Cláudio,

Ao ler a Fotografe Melhor com sua entrevista a primeira coisa que fiz foi mencionar o seu trabalho aqui no Digiforum para os colegas. Sua entrevista motivou-me a escrever o prefácio do meu Blog Pessoal http://silvialinhares.blogspot.com/

Minha, digamos especialidade é fotografia com ênfase em automobilimso, pelo menos era, até começar a integrar o CEO - Centro de Estudos Ornitólogicos. Fotografar pássaros tem mais a ver como meu amor e identificação com a natureza do que querer ser só uma ornitóloga no futuro. Quero ajudar as pessoas a se conscientizarem...

Imagino que uma bela foto fala mais aos corações do que só um texto seco. Nada como capturar uma bela expressão de um pássaro para passar ao mundo o que ela gostaria de dizer se pudesse: “Não me prenda, eu fico triste, me deixe livre, cuide de mim no meu habitat – olha como sou vistoso e alegre, livre e voando por aí”.

Você é fonte de inspiração para todos nós. Parabéns pelo seu esplendoroso trabalho.

Vamos à perguntinha. Vejo que usa lentes caríssimas. Como você lida com o risco de assalto em lugares ermos como as florestas, campos e caatingas? Só o seguro é suficiente, ou leva algum segurança contigo?

Abraços

Editando: Posso copiar o Manual do Fotógrafo do AFNATURA (citando a fonte) no meu Blog Pessoal?

Flávio Bravim
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MensagemEnviada: Qui Abr 14, 2011 3:47 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Eu tenho o meu autografado!



Tatiane Neves Tavares escreveu:
Adorei a entrevista e fiquei tentada a comprar o livro yeah

Marcos Borges Filho
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MensagemEnviada: Qui Abr 14, 2011 7:58 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Pessoal, mais algumas respostas do Marigo:


Nitr0,

Para quem deseja iniciar neste ramo de fotografia da natureza, quais são suas dicas para um iniciante nesta área em específico? O mercado é difícil? Obrigado e parabéns pelo trabalho!


NiltonRibeiro,

Gostaria de saber do Marigo se quem, porventura, se aventurar a virar fotografo (de fauna, flora e insetos) nos dias de hoje pode conseguir se manter , ou seja, viver disso e como se dá o processo, por exemplo, de divulgação do trabalho junto às revistas, jornais ou outros meios de divulgação, se o mercado valoriza tal profissional, etc.


Resposta do Marigo:

Vou responder a essas duas perguntas ao mesmo tempo, pois são interligadas. Que mercado? O mercado valoriza o fotógrafo de natureza, sim, mas é muito restrito. A vida está difícil. Entrar nesse mercado significa competir com fotógrafos que já têm nome, clientes estabelecidos, conhecem os preços e já dominam o ofício.
Um bom fotógrafo de natureza tem muito o que estudar: fotografia é um fazer muito tecnológico, é uma técnica muito elaborada. Há também o conhecimento artístico. É importante conhecer o trabalho dos grandes fotógrafos, desenvolver sua própria filosofia, estudar composição, a luz, os elementos de design da fotografia. O que faz uma boa fotografia? Além disso, o fotógrafo tem que estudar ecologia, botânica, comportameno animal, e esse campo é quase infinito.
Mas devemos sempre tentar realizar nossos desejos! Sugiro que o iniciante estude e trabalhe para aperfeiçoar sua fotografia, sdempre criticando seus resultados e tentando melhorá-los, e só procure o mercado quando puder apresentar qualidade. Faça suas pautas de matérias e procure os editores para tentar publicá-las. Crie seus projetos de livros. Realize-os e com as fotos prontas, procure editores. Ao desenvolver esses projetos, você estará trabalhando e se aperfeiçøando.
Sua divulgação será a publicação de seu trabalho. Não adianta fazer propaganda sem conteúdo, sem lastro verdadeiro.

________________________

Marcos Borges Filho,

Para mim, uma pessoa com sua experiência tem extrema facilidade em acertar. É essa mesma a realidade??? Ou seja, qual o índice de aproveitamento de suas fotos?
Também podemos pensar que a coisa é só prazer... ir para a floresta, para a natureza e logo sair tirando fotos maravilhosas. Você poderia nos passar como é todo o processo que antecede uma saida fotográfica e o que normalmente acontece quando está na região que pretende fotografar?

Marigo:

Errar ou acertar não quer dizer exposição correta e foto nítida, mas viajar e voltar com muitas fotos boas, de paisagens e espécies de plantas e animais interessantes. Disparo o obturador muitas vezes, por diversas razões, e não contabilizo erros e acertos desse varejo, mas do total do material produzido numa viagem.
No entanto, a natureza não é previsível. A gente planeja, escolhe a melhor época, estuda a flora e a fauna da região, e a natureza resolve não colaborar! Uma vez, fui até à Bolívia atrás de uma arara muito rara e ameaçada de extinção e voltei de mãos vazias. Errei completamente! Começou a chover, e uns poucos ninhos onde eu poderia fotografar aquela arara foram inundados. Nada deu certo! Até passar uma noite atolado na estrada, sem jantar, dormindo no carro e sendo devorado por carapanãs aconteceu.
Acertar é conseguir colocar um animal raro no seu visor, uma onça matando um jacaré, ninhos de aves raras, três espécies ameaçadas de extinção, encontrar uma linda paisagem, atmosfera limpa e árvores floridas, um grande conjunto de plantas floridas, mas para isso é preciso muita sorte ou muito estudo e planejamento. Daí para diante é mais fácil, mas mesmo assim, dependendo das condições ao fotografar, erramos também na hora do clique.
Quando consigo boas oportunidades de fotografia, tento aproveitá-las ao máximo e, depois, na edição das fotos, seleciono só as melhores. Minha estimativa é de que aproveito com boas fotos 80-90% dos assuntos que fotografo, pois sou seletivo na hora de disparar, e 10% dos cliques, pois faço muitas fotos repetidas, para ter certeza de que naquele momento eu não tremi, uma mutuca não ficou na frente da anta, o vento não fez tremer o galho onde estava a borboleta, ou a ave não fechou o olho, ou o macaco não pulou etc.

Celso Rogerio

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Eu moro aki!
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MensagemEnviada: Qui Abr 14, 2011 11:00 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Nota:

Aos queridos blogueiros que estão copiando e colando esta entrevista em seus blogs, quero dizer que não temos nada contra exceto o fato de que o façam com ética e respeito por quem criou o conteúdo que está neste tópico (Criadores: DigiForum/Marcos, DigiForum/Membros e Marigo). Do contrário apenas estarão comprovando que não prezam por ética e respeito para com outros sites de Internet.

Em outras palavras, no mínimo: postem a fonte e o link originário da entrevista.

PS: Os que estão colocando o link não se sintam atingidos, sabemos que são irmãos do DigiForum e de outros sites que prezam ética e respeito na internet.

Marcos Borges Filho
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MensagemEnviada: Sex Abr 15, 2011 10:02 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Pessoal...

Link para documentário sobre o Luiz Claudio Marigo. A partir do poema "A Câmara Viajante", escrito por Carlos Drummond de Andrade para um livro ilustrado por suas fotos, ele fala sobre seu ofício, vida e carreira.
O autor de documentário é Luiz Paulo Mendes.

http://youtu.be/5pirxw_CpFw

Marcos Borges Filho
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MensagemEnviada: Sex Abr 15, 2011 10:59 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Mais uma resposta do Marigo:

Silvia Linhares,

Vamos à perguntinha. Vejo que usa lentes caríssimas. Como você lida com o risco de assalto em lugares ermos como as florestas, campos e caatingas? Só o seguro é suficiente, ou leva algum segurança contigo?

Reposta Marigo:

Nunca tive problemas de segurança nas florestas, campos e caatingas.Longe das cidades, nunca encontrei assaltantes que se interessassem por equipamento fotográfico muito além de suas possibilidades de usá-los.
Bem, para ser mais exato, uma vez um macaco-prego fugiu para o mato com uma tampa de lente e na África um babuíno quis arrastar minha bolsa, mas logo desistiu, quando não viu nada de comer.
Não tenho seguro do meu equipamento e nem ando com seguranças. Só serviriam para espantar os bichos e tirar minha concentração.

Um abraço

Eduardo Buscariolli
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MensagemEnviada: Sex Abr 15, 2011 11:30 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

LCMarigo

Usando minha impertinência e abusando de sua boa vontade, várias perguntas.

Da sua entrevista destaco:

"Acho que a fotografia de natureza faz mais sentido se você conhece o que está fotografando. "

Como muitos expressaram aqui, conheço um pouco de suas fotos. Em muitas delas por exemplo, uma em que duas onças se "encontram" - uma maldade ver ela tão pequena no seu site... - ou na foto das ariranhas, o que vejo não é somente o registro da beleza ou a sua expressão. Vejo um algo mais, que por exemplo me faz levantar a bandeiras ou abraçar causas pela defesa dessas vidas e do espaço onde essas vidas estão. Para mim, sendo um ser urbano, o contato com o que você fotografa não é e nem será possível - talvez seja melhor assim. Somente, através de fotos como as suas fotos vejo esse mundo distante tornar-se próximo e com um valor sentimental.

No sua entrevista, vejo você mencionando Graciliano Ramos, Guimarães Rosa, Drummond. Assim, você montaria uma relação entre cultura e o desenvolvimento de uma sensibilidade que permitira, por exemplo estando em frente a uma onça, tentar expressar algo que vá além do registro da beleza?

A segunda pergunta Recentemen vi fotógrafos como Izan Petterle, Roberto Linsker, Luciano Candisani - separadamente - mencionando a necessidade de ir além de uma fotografia bonita, mas agregar algo pessoal, sentimento para chegar ao coração ... Você diria que tocar a alma do expectador é um objetivo que vai junto com suas câmeras nas expedições? Seria um objetivo necessário na fotografia atual - bilhões de fotos disponíveis? Seria esta um forma de tornar a fotografia de natureza mais poderosa com ferramenta de uma causa? Ou esses sentimentalismo acontece naturalmente quando o foco é cravado?

Desculpem o texto longo.

Obrigado


Editado pela última vez por Eduardo Buscariolli em Sex Abr 15, 2011 11:46 am, num total de 1 vez

Marcos Borges Filho
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MensagemEnviada: Sex Abr 15, 2011 11:44 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo




Image
Foto do Marigo com o assaltante (o babuíno) que queria levar sua
bolsa. Depois ficaram amigos e posaram juntos.
Foto: Cecília Banhara Marigo
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