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 HOMENAGEM DIGIFORUM - Entrevista Luiz Claudio Marigo

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Marcos Borges Filho
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Registrado em: Sábado, 29 de Setembro de 2007
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MensagemEnviada: Sex Abr 15, 2011 1:06 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Resposta LC Marigo:


Eduardo Buscariolli,

Da sua entrevista destaco:

"Acho que a fotografia de natureza faz mais sentido se você conhece o que está fotografando. "

Como muitos expressaram aqui, conheço um pouco de suas fotos. Em muitas delas por exemplo, uma em que duas onças se "encontram" - uma maldade ver ela tão pequena no seu site... - ou na foto das ariranhas, o que vejo não é somente o registro da beleza ou a sua expressão. Vejo um algo mais, que por exemplo me faz levantar a bandeiras ou abraçar causas pela defesa dessas vidas e do espaço onde essas vidas estão. Para mim, sendo um ser urbano, o contato com o que você fotografa não é e nem será possível - talvez seja melhor assim. Somente, através de fotos como as suas fotos vejo esse mundo distante tornar-se próximo e com um valor sentimental.

No sua entrevista, vejo você mencionando Graciliano Ramos, Guimarães Rosa, Drummond. Assim, você montaria uma relação entre cultura e o desenvolvimento de uma sensibilidade que permitira, por exemplo estando em frente a uma onça, tentar expressar algo que vá além do registro da beleza?

A segunda pergunta Recentemen vi fotógrafos como Izan Petterle, Roberto Linsker, Luciano Candisani - separadamente - mencionando a necessidade de ir além de uma fotografia bonita, mas agregar algo pessoal, sentimento para chegar ao coração ... Você diria que tocar a alma do expectador é um objetivo que vai junto com suas câmeras nas expedições? Seria um objetivo necessário na fotografia atual - bilhões de fotos disponíveis? Seria esta um forma de tornar a fotografia de natureza mais poderosa com ferramenta de uma causa? Ou esses sentimentalismo acontece naturalmente quando o foco é cravado?



Resposta LC Marigo:

A primeira resposta: Os poetas e escritores, assim como pintores, músicos, arquitetos, todos os artistas, criam todo um mundo com suas obras, e ao compartilharmos sua visão, sentirmos seus sentimentos, recebemos sua influência. Assim, aumentamos nossa capacidade de criar, alargamos nosso repertório de possibilidades. É uma influencia difusa, não se trata de copiar em fotografia a composição de um quadro, por exemplo. De outro modo, como podemos fazer literalmente, em fotografia, os sentimentos de uma música, ou um poema de Drummond? Mas podemos sentir juntos com outro artista, e expressar à nossa maneira, seu sentimento, que agora é o nosso sentimento. Isso não se refere a uma foto específica, mas, por exemplo, Guimarães Rosa nos faz viajar no Cerrado, Graciliano nos Sertões, Villa-Lobos na Mata Atlântica, com a Bachiana número 4. Não me lembro de nada diretamente relacionada às fotos de onça, mas quem sabe...

Segunda pergunta: acho inevitável que a minha alma ande junto com a minha fotografia. Não poderia ser de outro modo. Toda a minha história, todo o meu sentimento vai com as minhas imagens, assim como a história e a alma de qualquer outro fotógrafo acompanha seu trabalho. Sim, se o fotógrafo consegue transmitir sentimentos fortes, se sua fotografia é boa, efetiva, ele vai contribuir melhor e mais efetivamente para sua causa. Izan, Linker e Candisani, fotografam do seu jeito. Isso é o estilo, a expressão natural da personalidade do artista.

xande_mike
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Registrado em: Segunda-Feira, 2 de Agosto de 2010
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MensagemEnviada: Sáb Abr 16, 2011 2:19 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Marcos Borges Filho escreveu:
Mais uma resposta do Marigo:

Silvia Linhares,

Vamos à perguntinha. Vejo que usa lentes caríssimas. Como você lida com o risco de assalto em lugares ermos como as florestas, campos e caatingas? Só o seguro é suficiente, ou leva algum segurança contigo?

Reposta Marigo:

Nunca tive problemas de segurança nas florestas, campos e caatingas.Longe das cidades, nunca encontrei assaltantes que se interessassem por equipamento fotográfico muito além de suas possibilidades de usá-los.
Bem, para ser mais exato, uma vez um macaco-prego fugiu para o mato com uma tampa de lente e na África um babuíno quis arrastar minha bolsa, mas logo desistiu, quando não viu nada de comer.
Não tenho seguro do meu equipamento e nem ando com seguranças. Só serviriam para espantar os bichos e tirar minha concentração.

Um abraço


O problema maior está na selva... de pedra. Lá é o local onde os predadores mais perigosos estão.

Eduardo Buscariolli
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MensagemEnviada: Sáb Abr 16, 2011 9:38 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Citação:
meus livros publicados, gosto mais dos “Mata Atlântica”, “Bromélias na Natureza”, “Borboletas”, “Mamirauá”, “Ecossistemas Brasileiros”, “Ecossistemas do Brasil”, “Atlas das Unidades de Conservação do Estado do Rio de Janeiro”, “Busy Monkeys” (para crianças, publicado nos Estados Unidos),


Por fim...

Você mesmo edita seus livros? Se não, como é trabalhar - a relação - com editores?

Obrigado

Um abração

paulo magoo
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MensagemEnviada: Dom Abr 17, 2011 12:09 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

LC Marigo sempre fui fã de suas fotos desde os primordios da FM, =D>

Gostaria de saber quanto tempo aproximadamente duram suas incursões na natureza,brasileira, os custos, as maiores dificuldades,e melhor época para se fotografar. ???

Hj em dia com a digital,dificilmente se perde mt s fotos, na época dos filmes,vc chegou a perder mts, teva algumas decepções ao revelar alguns,principalmente cromo???

abs

Marcos Borges Filho
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Registrado em: Sábado, 29 de Setembro de 2007
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MensagemEnviada: Seg Abr 18, 2011 5:33 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Respostas do LC Marigo:

_____________________________


Eduardo Buscariolli, Você mesmo edita seus livros? Se não, como é trabalhar - a relação - com editores?

LC Marigo, Editei alguns (Bromélias na Natureza, Borboletas -Beleza e Comportamento de Espécies Brasileiras), e outros foram editados por bons editores. Eu sempre tentei evitar editores aventureiros. Gosto dos meus editores. Todos ­ autores e editores _ querem fazer o melhor livro.
A relação com os editores varia com cada um, é claro. Geralmente é harmoniosa, pois nossos interesses coincidem. Às vezes a gente se decepciona um pouco com a escolha das fotos, ou com a qualidade da impressão gráfica, mas já publiquei tanto que já aceito com tranquilidade o que não está sob o meu controle. No início, a gente quase morre quando um livro sai mal impresso porque, quando iniciantes, precisamos de bons resultados para marcar ponto no mercado! E as primeiras frustrações são muito amargas.


_____________________________


paulo magoo, Gostaria de saber quanto tempo aproximadamente duram suas incursões na natureza,brasileira, os custos, as maiores dificuldades,e melhor época para se fotografar. ???

Hj em dia com a digital,dificilmente se perde mt s fotos, na época dos filmes,vc chegou a perder mts, teva algumas decepções ao revelar alguns,principalmente cromo???


LC Marigo, Minhas incursões têm uma média de 20 dias, mas às vezes chegam a 1 mês, raramente mais do que isso. Esse período é o que estimei para ter uma boa relação entre investir em passagens e logística e ter certeza de conseguir períodos de bom tempo e realizar um bom trabalho. Os custos variam com a distância do lugar (passagens), hotel ou alojamento, logística (guia, aluguel de carro, de barco) etc. A melhor época para fotografar depende do trabalho e da região. Na Amazônia, em janeiro e fevereiro é quase só chuva. É ruim fotografar aves no Sudeste entre fevereiro e julho. Os pássaros acabaram de nidificar, estão mudando a plumagem, não respondem a playback. Animais no Pantanal deve ser na época da seca, quando se concentram nas lagoas que estão secando e aparecem na beira dos rios. As maiores dificuldades surgem da imprevisibilidade da natureza. Você vai atrás de um mamacaco e ele some numa região da mata inacessível. Você vai fotografar paisagens no litoral e o tempo fecha, com aquele céu branco, a atmosfera enevoada... Coisas assim.

Já tive grandes decepções com cromo! No início da minha vida profissional, fui fotografar um evento importante, o flash estava com defeito e saiu tudo preto! Há alguns anos, fui aos Lençóis Maranhenses, fiz fotos incríveis, e na revelação o laboratório manchou mais da metade dos filmes! Estes ficaram imprestáveis. Coisas assim, mesmo com erros de exposição e sem ver o resultado na hora, com filme nós variávamos a exposição e sempre tínhamos um razoável número de fotos boas. Mas com isso os custos eram muito maiores.

Zeto
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MensagemEnviada: Ter Abr 19, 2011 8:36 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Grande entrevista com o Luiz Marigo. Seu trabalho é realmente admirável em todos os sentidos. Agradeço ao pessoal que organizou tudo, pois isso enriquece nossa cultura fotográfica.

Silvia Linhares
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MensagemEnviada: Ter Abr 19, 2011 8:24 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Obrigada Grande Claúdio pela sua resposta.

Que máximo! Antes fosse assim entre os assaltos por humanos...kkkkkkkk e pelo jeito ele ficou apaixonado por você...olha como ele te olha...

Marcos Borges Filho escreveu:



Image
Foto do Marigo com o assaltante (o babuíno) que queria levar sua
bolsa. Depois ficaram amigos e posaram juntos.
Foto: Cecília Banhara Marigo


xande_mike escreveu:
Marcos Borges Filho escreveu:
Mais uma resposta do Marigo:

Silvia Linhares,

Vamos à perguntinha. Vejo que usa lentes caríssimas. Como você lida com o risco de assalto em lugares ermos como as florestas, campos e caatingas? Só o seguro é suficiente, ou leva algum segurança contigo?

Reposta Marigo:

Nunca tive problemas de segurança nas florestas, campos e caatingas.Longe das cidades, nunca encontrei assaltantes que se interessassem por equipamento fotográfico muito além de suas possibilidades de usá-los.
Bem, para ser mais exato, uma vez um macaco-prego fugiu para o mato com uma tampa de lente e na África um babuíno quis arrastar minha bolsa, mas logo desistiu, quando não viu nada de comer.
Não tenho seguro do meu equipamento e nem ando com seguranças. Só serviriam para espantar os bichos e tirar minha concentração.

Um abraço


O problema maior está na selva... de pedra. Lá é o local onde os predadores mais perigosos estão.


Eu fiz essa pergunta porque recentemente fomos à Angelim Rainforrest. Saímos passarinhar bem cedinho e quando voltamos, meliantes haviam entrado no alojamento, levado uma mala de um colega, mochila e umas latinhas de cerveja, ficamos apreensivos e fomos nos hospedar na cidade (Ubatuba). Após intervenção dos proprietários no dia seguinte, os apetrechos furtados foram achados pelo "caseiro" no meio da mata e devolvidos ao meu colega. Depois disso fiquei receosa.

Como bem lembrou o xande_mike, aqui na Selva de Pedra estão os predadores mais perigosos... E como moro na Selva mais urbana de todas (São Paulo), eu tenho seguro sim, fico mais tranquila dessa forma.

Carlos Cazuza
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MensagemEnviada: Ter Jun 03, 2014 12:21 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Descanse em paz, meu amigo, e que Deus lhe conceda a Luz merecida ao Seu lado Pray
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