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 Entrevista: SERGIO BRANCO

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Marcos Borges Filho
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MensagemEnviada: Seg Mai 09, 2011 2:22 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Entrevista: SERGIO BRANCO



Você é um jornalista que transitou e transita por grandes órgãos da imprensa, como Folha de São Paulo, Revista Duas Rodas, Correio Popular, entre outros. Conte-nos um pouco de sua trajetória no jornalismo e como foi que você desembarcou numa edição especializada (uma não, duas: Fotografe Melhor, Fotografe Técnica&Prática) em fotografia? Se possível, nos apresente uma foto sua.




Image

Fotografo desde os 17 anos. Ganhei uma Rio 400 do meu pai e tenho ela até hoje, guardadinha, juntamente com uma Topcon Unirex (que usei no curso de fotografia da faculdade de Jornalismo), uma Nikon F2, uma Leica III, dos anos de 1930, uma Canon FTB e uma Roleiflex dos anos de 1960. Como cursei Jornalismo, a fotografia sempre andou ao meu lado. Comecei muito cedo na profissão, aos 19 anos, como “foca” (aprendiz) do grande jornalista José Hamilton Ribeiro, até hoje na ativa no Globo Rural. Tive a oportunidade de conviver com grandes fotógrafos, como Nelson Chinalia (meu colega de faculdade e verdadeiro professor), Gil Passarelli, Jorge Araújo, Juan Esteves, e muitos outros no tempos de Folha de S. Paulo, principalmente. Quando saí da Folha para ser editor-executivo da revista Duas Rodas (moto é uma outra paixão), passei também a fazer fotos, além de texto. Na ocasião, o editor de fotografia era o Mário Bock – que, depois, veio trabalhar comigo na Fotografe. Desde aquela época, procuro aliar as duas coisas. Mas produzo muito mais textos do que fotos. Em 2001, deixei a Duas Rodas para atender ao convite do diretor editorial da Editora Europa, o Roberto Araújo, para assumir a Fotografe e fazer uma revista de fotografia nos moldes europeus, com testes de equipamentos, novidades, dicas, etc. Já havia trabalhado com Roberto e ele sabia que fotografia era uma de minhas paixões e que eu tinha experiência em revistas segmentadas. Como não havia referências no Brasil, inspirei-me em duas revistas francesas que comprava na época, a Réponses Photo e a Chasseur d'Images. Com o tempo, Fotografe foi ganhando personalidade própria.


Qual sua relação com a fotografia?

Acho que já está explicado na resposta acima.


Como se define: fotógrafo profissional, profissional amador, amador profissional. E por quê?

Sou um jornalista que fotografa. Não me considero nem amador nem profissional. Minha missão é passar boa informação sobre fotografia. Meu cargo me impõe conhecer o suficiente para entender um profissional e o bastante para orientar um amador. Atuo no que é chamado de jornalismo de segmento, no qual não se pode achar que se sabe tudo nem passar recibo de que se sabe pouco. O que mais faço é procurar entender as necessidades do leitor e tentar ajudá-lo.


- O que te dá prazer em fotografar?

É poder transmitir algo com uma imagem, guardar uma cena para a memória, criar com a luz e tentar domá-la – esse, o grande desafio de todos nós que fotografamos.


Quais suas influências na fotografia?

Minhas maiores influência são do fotojornalismo, até pelo tempo que passei em redação de jornal diário e revista. Por isso, admiro muito o trabalho de mestres como Henri Cartier-Bresson, Robert Capa, Sebastião Salgado e Steve McCurry, para citar quatro nomes entre tantos que admiro.


Qual o equipamento que você usa?

Hoje, basicamente uma Canon G11 e uma Canon EOS 5D com lentes fixas 50 mm f/1.2 e 85 mm f/1.8. Mas já tive vários.


Como o equipamento que você usa influi no tipo de foto que você faz?

Equipamento ajuda e faz a diferença, claro. Quanto melhor, mais fácil do fotógrafo exercitar o olhar e pensar na luz. Mas não é fundamental. O vital é saber fotografar. A G11, por exemplo, é minha câmera de toda hora. Ando com ela na pasta de trabalho o tempo todo e acredito que os recursos que oferece podem fazer a diferença. Isso é uma maravilha da era digital, pois nos tempos dos filmes as compactas tinham lentes escuras, apresentavam paralaxe e quase não tinham recursos se comparadas a uma SLR. Portanto, quem sabe fotografar e tem um bom equipamento, leva vantagem.


Qual a importância da edição para suas fotos?

Saber editar é quase tão importante quanto saber fotografar. Mas o que mais vejo são fotógrafos que não sabem editar o próprio material. Geralmente, alguém de fora, com conhecimento de fotografia, acaba editando melhor que a gente. O que aprendi, com minhas próprias fotos e vendo muito, mas muito material mesmo, de todo tipo de fotógrafo, é que você precisa exercitar o desapego. Ou seja, não pode criar laço sentimental com a foto. Não pode valorizá-la demais porque sabe o quanto foi difícil fazê-la. Nem sempre a melhor foto é a que foi a mais difícil de ser feita. Esse exercício do desapego é o primeiro passo para editar melhor seu material. Ouvir pessoas de confiança e que conheçam o assunto, é também uma forma de chegar ao resultado final e se desapegar ainda mais.


Sabemos que idealmente sensibilidade e técnica devem andar juntas; mas, como é complicado alcançar o ideal sempre se tende mais para um lado ou para o outro. Então, o que é mais forte em sua fotografia: sensibilidade ou técnica?

Hoje, acho que mais a técnica. Outrora, a sensibilidade. Quando começamos, usamos muito mais a sensibilidade que a técnica. Depois, acabamos nos aprimorando na técnica e esquecendo um pouco a sensibilidade. Mas acredito que há como mesclá-las. Os grandes fotógrafos (e não me incluo entre eles) fazem isso. O que tento é fazer essa junção, mas nem sempre dá certo.


Vai em busca da foto ou a foto te encontra no meio do caminho?

Prefiro encontrar no meio do caminho, pois minha influência é do fotojornalismo. Ainda acredito no momento decisivo, embora alguns achem que está fora de moda. Como sou de uma outra geração (tenho 50 anos), sou muito mais Bresson do que David La Chapelle (apesar de gostar do trabalho dele).


Você imprime suas fotos pessoais? Com o advento da fotografia digital, imprimir foto vai ser tão raro como usar uma enceradeira?

Puxa, é verdade: nem tenho mais enceradeira. Não havia pensado nisso... Imprimo algumas, não imprimo outras e seleciono uma parte para o álbum digital da sala, que fica rodando o slide show. Preciso imprimir mais.

Gosta de ser fotografado? Ou em casa de ferreiro o espeto é de pau?

Não vejo problema em ser fotografado. Só não sei a razão para me fotografarem.


O que motivou a Editora Europa a lançar dois títulos no mercado editorial de fotografia brasileiro?

A Fotografe, com o passar dos anos, foi tomando um rumo que a direcionou mais para um público expert (o amador avançado) e profissional iniciante. Abrimos também mais espaço para matérias culturais, já que uma parte dos leitores pedia isso. Assim, foi faltando espaço para matérias mais didáticas. E aí, outra parte dos leitores reclamou. E havia ainda os que reclamavam que Fotografe tinha muito anúncio, como se isso fosse um pecado. O aumento de anúncio é resultado do sucesso editorial da revista – e o pessoal do comercial jamais deu pitaco na revista nem dará, pelo menos enquanto eu for diretor de redação. Hoje, não fazemos edições como menos de 150 páginas e, mesmo assim, faltava espaço para algumas matérias. Assim, criamos a Técnica&Prática, que não tem teste de equipamento (uma parte dos leitores também reclamava disso) e só tem matéria didática, boa parte dividida em várias lições, como uma boa parte dos leitores pedia. A revista é um sucesso de assinaturas, é menor (84 páginas) e quase não tem anúncio – e por isso, custa mais caro. É um conceito novo, chamado na Europa de bookzine, mistura de livro com revista, e que lembra também os antigos fascículos colecionáveis. No final, a Técnica&Prática não concorre com a Fotografe. Uma complementa a outra.


Qual a importância dessas edições no mercado fotográfico?

Acho que a Fotografe é dona de um espaço jamais ocupado na fotografia brasileira como uma revista de segmento. Nunca houve uma revista assim no Brasil, principalmente no que se refere a teste de equipamento e a dar uma cobertura nacional para a fotografia. A antiga Íris Foto era fraca. Fui leitor e sempre achei uma revista mal-feita, dedicada a uma turminha de São Paulo apenas e sob as benesses da Kodak e da Fuji. Como disse no início, a Fotografe é uma revista de inspiração europeia que ganhou estilo próprio. Em 2011 completaremos 15 anos e estou à frente da revista há 10. Nesse tempo, formamos milhares de leitores-fotógrafos pelo Brasil afora, já que a revista é de distribuição nacional e sem qualquer bairrismo. Nos orgulhamos de revelar e dar oportunidade a fotógrafos de todas as regiões do Brasil, de criar o maior concurso do País em número de inscrições (o Leica-Fotografe), de ter leitores muito fiéis e de respeitá-los, pois todas as dicas e sugestões são avaliadas e analisadas. A Técnica&Prática é um filhote que surgiu justamente dessa interação com sua majestade, o leitor, a pedido dele, e procura cumprir o slogan que está estampado na capa: A revista que vale por uma aula de fotografia.

Parece que a Fotografe Melhor tem hoje uma tiragem em torno de uns 40.000 exemplares. Qual era a tiragem inicial e a que se deve esse crescimento? Esse é um mercado que tende a crescer ainda muito? E em que direção deve ocorrer esse crescimento?

A Fotografe tem hoje uma tiragem de 50 mil exemplares, auditada pelo IVC (Instituto Verificador de Circulação), o que é algo grande para o mercado brasileiro de revistas segmentadas. A revista triplicou as vendas em bancas em 10 anos e quadruplicou o número de assinantes. O segredo é tentar sempre fazer uma revista que atenda aos anseios da maioria dos leitores, que se paute pelo que o leitor pede ou sugere e que faça o leitor interagir com ela. Entre erros e acertos, já que ninguém acerta sempre, procurar errar o menos possível e, quando errar, corrigir. Ter uma boa equipe de profissionais e de colaboradores. Não aceitar qualquer tipo de imposição que fira a ética jornalística, ficar muito atento às tendências do segmento e procurar melhorar, sempre. Jamais achar que chegou ao auge. A melhor edição está sempre por vir.


Qual o perfil do público que consome as revistas especializadas em fotografia da Editora Europa?

É bem eclético, de jovens profissionais a jovens amadores, passando pelo profissionais mais maduros e os experts já vividos. Na última pesquisa que fizemos, a faixa etária predominante ia dos 20 aos 45 anos, uma faixa larga. Tem aumentando muito o interesse das mulheres pela fotografia, o que é muito importante.


Existe renovação na fotografia no Brasil? Você poderia exemplificar? E qual o espaço profissional que esses jovens talentos podem esperar no mercado?

O mercado se renova constantemente, em qualquer área. As novas gerações estão vindo mais bem preparadas que as anteriores. Um exemplo claro é o fotojornalismo. A maioria dos repórteres fotográficos de hoje tem curso superior e muitos cursaram Jornalismo. Acabou aquele negócio do cara que começava no laboratório e ia crescendo até virar fotógrafo. As escolas de fotografia, em nível técnico e de graduação aumentaram absurdamente. Hoje a fotografia não é mais uma caixa-preta, que poucos sabem acessar a informação nela contida. A informação hoje é muito maior e os fotógrafos de hoje tem muito mais informação que o de gerações anteriores, seja na publicidade, em fotografia social, em qualquer área. Com isso, o mercado também ficou mais competitivo e difícil. E nesse jogo, os jovens estão aprendendo a buscar espaço das mais variadas formas e suportes, como a convergência de mídias. Ou seja, não basta apenas fotografar. Tem de ir além. Essa é a tendência no futuro. Quem fotografa e domina outras mídias leva vantagem. A era da HDSLR chegou. Tanto que estamos lançando uma edição especial da Fotografe chamada FilmMaker para tratar desse mercado crescente de HDSLR, ou seja, as câmeras SLR que filmam em HD e full HD. Se a edição especial der certo, pode ser o embrião de uma nova revista.

Fotografia é documento ou arte? Como compatibilizar essas facetas numa edição que tem um público diversificado?

Fotografia é fotografia. Ponto. Pode ser arte, memória, arte, documento... Uma revista que fala de fotografia deve mostrar todas as facetas. Quem gosta de fotografia ou dela vive, sabe apreciar todas as facetas. Qual o problema em colocar uma matéria de fotografia arte ao lado de uma artigo do Marigo sobre fotos de natureza e, mais à frente, uma reportagem como o Vinícius Matos sobre imagens de casamento? O que fazemos é uma revista de variedades dentro do segmento de fotografia. Esse também é um dos segredos do sucesso da revista.


Qual sua opinião: no fotojornalismo há espaço para uma pós-produção mais trabalhada?

Depende. O fotojornalismo tem também várias facetas. No hard, aquele do dia a dia no morro, não dá tempo nem convém pós-produção. Mas naquele de revista, com notícias menos duras, não há problema algum em pensar a foto antes de fazê-la e caprichar na pós-produção. O resultado final é o que importa. Mas a pós-produção não pode ser exagerada nem falsear a realidade. No fotojornalismo, com ou sem pós-produção, o que deve prevalecer é a boa informação.


Com o incremento da função de filmagem nas DSLR os fotógrafos tendem a ganhar ou a perder?

Esse é um caminho sem volta. Estamos assistindo a uma grande transformação. Não dá para saber ainda quem ganha e quem perde. No fotojornalismo o fotógrafos já estão tendo a tarefa de filmar, além de fotografar. As novas gerações encaram como um desafio, algo a acrescentar. Eles estão ganhando. Os mais velhos torcem o nariz, acham que é exploração. Eles estão perdendo. Assisti a chegada dos computadores nas redações. Mesmo sendo jovem, torci um pouco o nariz quando tive de abandonar a minha velha Olivetti. Mas, depois, quando descobri que podia errar e apagar ali na hora, sem ficar rabiscando a lauda, achei uma maravilha. Os mais velhos não queriam saber. Preferiam a máquina de escrever. Foram obrigados a aprender a usar o computador e, passados alguns meses, nem se lembravam mais da Olivetti. A vida é assim, uma mudança constante.


Qual o espaço para fotografias autorais em edições de fotografias como as que você tem a responsabilidade de editar?

Fotografe sempre prezou em dar bom espaço para fotografias autorais, principalmente de fotógrafos talentosos nem sempre do eixo Rio-São Paulo. Ao longo desses quase quinze anos da revista, muita gente boa publicou pela primeira vez na vida por meio das páginas de Fotografe. Muitos leitores tiveram a chance de expor seus trabalhos graças ao espaço aberto a eles pela revista. Eu, pessoalmente, me sinto realizado quando vejo um bom trabalho que merece ser publicado de alguém pouco conhecido. São muitos os casos, mas lembro que publicamos e revelamos para o Brasil as imagens das pinholes de Dirceu Maués, de Belém (PA); o trabalho de retratos de camponeses do gaúcho Tadeu Vilani; os experimentos fotográficos do paulista Gabriel Wickbold; o olhar especial do pernambucano Alexandre Severo; o grande documentarista que é o maranhenses Márcio Vasconcelos; os talentosos mineiros Pedro David, Pedro Motta, João Castilho e Rodrigo Albert... São muitos os nomes.


Não é possível se fazer uma edição da Fotografe Melhor sem uma reportagem sobre equipamento? Esse é um tema imprescindível para o público da revista? O que há nesse caso: uma necessidade pura de informação ou um impulso consumista?

A Fotografe tem a mesma fórmula de muitas revistas segmentadas, em que o teste de produto é fundamental. Uma revista como a Quatro Rodas, por exemplo, não é feita sem teste de carro. A Fotografe teste câmeras e objetivas – aliás, é pioneira no Brasil nesses testes de profundidade. Em 2010, para nos igualarmos com os padrões internacionais, passamos a usar o software americano Imatest, o que dá ainda mais credibilidade aos testes. O leitor de Fotografe aprova os testes e muita gente se baseia neles para adquirir, trocar ou não equipamento. Como já fui editor de revista segmentadas de moto e de carro, fui o introdutor dos testes de câmeras na Fotografe, nos moldes de outras revistas estrangeiras, como as já citadas Réponses Photo e Chasseur d'Images. A idéia é fornecer informação de serviços, algo abalizado e independente, pois jamais qualquer fabricante ou lojista deu pitaco em nossos testes. Ou seja, a reportagem sobre equipamentos (pois fazemos testes também de luzes de estúdio) é fundamental na receita editorial da revista. Não fazemos nada demais, apenas seguimos o padrão de várias revistas estrangeiras. A Fotografe não é uma revista de portfólio nem de arte, é uma revista de serviços e de informação sobre fotografia. Quem compra a Fotografe sabe o que terá em troca. E o leitor tem respondido cada vez mais à nossa proposta. O conteúdo é todo feito no Brasil, por profissionais brasileiros, e falamos de fotografia para fotógrafos brasileiros dentro da realidade brasileira. Desenvolvemos a nossa própria dinâmica de testes, com a ajuda do mestre Thales Trigo, e temos know-how para exportar, pois já vendemos conteúdo para Portugal.


A Fotografe Melhor sempre apresenta matérias sobre fotógrafos que abordam graves questões sociais. O que a editoria da revista espera com a divulgação dessas matérias? Esse tipo de abordagem desperta interesse nos leitores?

Todo fotógrafo, “armado” com a sua câmera, é um agente político, capaz de documentar ou fazer denúncias por meio de imagens. Como cidadãos, também somos seres políticos e temos de lutar por um Brasil melhor, pelo fortalecimento da democracia, pelo fim da corrupção e da desigualdade social. Quando publicamos matérias de fotógrafos engajados ou abordamos questões sociais, mostramos esse lado tão importante da fotografia. Não podemos fechar os olhos às graves questões sociais e a fotografia faz parte desse movimento contra os desmandos e injustiças. Jamais algum leitor reclamou por termos publicado uma ou outra reportagem que abordasse questões sociais. Ao contrário, elas repercutem positivamente e ajudam as pessoas a lembrar que o mundo não é cor de rosa nem tem sabor de chocolate e cheiro de lavanda.


Como um fotógrafo iniciante, um ilustre desconhecido pode aparecer nas páginas de uma Fotografe Melhor?

Muitos “ilustres desconhecidos” apareceram e continuarão aparecendo nas páginas de Fotografe. Uma forma usual é sugerir uma pauta que seja de interesse dos leitores e que possa ser sustentada por boas fotos feitas por quem a sugeriu. Não publicamos portfólios nem matérias que sejam apenas para levantar a bola de qualquer fotógrafo. Há casos em que descobrimos um bom trabalho de alguém desconhecido e vamos atrás dele com uma idéia de matéria. Para ilustrar, recentemente três fotógrafos experts do interior de São Paulo (um jornalista, um médico e um empresário) empreenderam uma expedição para documentar certas regiões nordestinas. Enviaram um e-mail à redação para contar que fariam a viagem. Respondi que me passassem uma seleção de fotos após a jornada. Feito isso, vi que o material é bom. Assim, faremos uma matéria com eles, ilustres desconhecidos, sobre essa experiência de viajar em grupo para fazer um documentário fotográfico. Certamente, a experiência vivida por eles será útil para muitos leitores que sonham em fazer o mesmo.


Quais nomes você indicaria para um fotógrafo iniciante ter como referência em algumas áreas da fotografia? Alguns seriam brasileiros?

Não gosto muito de indicar referências, pois isso representa uma visão muito pessoal e acredito que cada fotógrafo deva buscar suas próprias referências, pois é assim que ele começa a treinar o olhar, a pesquisar imagens e a entender os vários estilos de fotografia. Como há muitas áreas, às vezes sugiro referências aos leitores via e-mail quando sei em que setor da fotografia eles gostariam de atuar. De qualquer forma, para qualquer área, nomes estrangeiros como Ansel Adams, Cartier-Bresson, Irving Penn, Richard Avedon, Patrick Demarchelier, Annie Leibovitz, Mary Ellen Mark e Steve McCurry devem ser sempre estudados pelos iniciantes. Dos brasileiros, German Lorca, Thomaz Farkas, Evandro Teixeira, Otto Stupakoff, Sebastião Salgado, Claudia Andujar, Orlando Azevedo, Luiz Garrido, Miro e Marcio Scavone são algumas boas referências para quem está começando.


É fácil encontrar profissionais com disposição para compartilhar conhecimento?

O profissional competente, que sabe de verdade e confia no seu taco não tem o menor problema em compartilhar conhecimento. Fotografe raramente encontra problema ao entrevistar ou pedir a colaboração de um bom profissional. Os maiores exemplos são o Luiz Claudio Marigo, na Fotografe, e o Newton Medeiros, na Técnica&Prática. Os profissionais conhecem a revista e sabem que, quando procurados, precisam abrir o baú de dicas. Caso contrário, não rola matéria. Exceção, claro, aos perfis com cunho mais cultural, geralmente feitos pelo articulista Juan Esteves.


Nos apresente duas belas fotos suas, e qual a razão da força dessas fotos?

Como também sou diretor de redação da revista Viaje Mais, tenho feito mais fotos de viagens do que outros temas nos últimos tempos.




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Foto: Sergio Branco

Gosto da foto do Castelo Neuschwanstein por mostrar um cartão-postal da Alemanha de uma forma pouco convencional. Dá para ver o quanto ele é pequeno se comparado à montanha ao lado.






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Foto: Sergio Branco

Já o retrato do menino chileno foi feito em uma vilarejo próximo a São Pedro de Atacama, no Deserto do Atacama. Apesar da cáries nos dentes de leite, ele não se furtou em sorrir. Gosto muito de retratos e desse pela qualidade de foco que consegui na ocasião. Tentei dar uma de Steve McCurry tabajara.





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Foto: Sergio Branco[/size]




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Foto: Sergio Branco[/size]

Envio também duas fotos conceituais de um trabalho chamado “Ora, bolas”, feitas da minha janela na redação tendo a rua, à noite, com fundo.


Duas fotos de terceiros que te derrubam o queixo, e qual a razão da força dessas fotos?





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Foto:Robert Capa

Primeiro, o flagrante na morte do soldado legalista feita pelo húngaro Endre Friedmann, mais conhecido como Robert Capa, durante a Guerra Civil Espanhola. Sinto um frio na barriga toda vez que vejo a foto que, apesar de contestada pelos incrédulos de plantão, é um dos mais chocantes registros de guerra da história da humanidade. Aliás, recomendo a quem gosta de fotojornalismo o livro escrito por Capa, “Ligeiramente Fora de Foco”, que é sensacional.





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Foto: Steve McCurry

Segundo, os dois retratos da afegã Sharbat Gula, feitos por Steve McCurry, em momentos diferentes. Tive a oportunidade de conhecê-lo no ano passado, quando ele veio ao Brasil a convite de fotografe. Ganhei um poster com a foto de Sharbat ainda menina, assinado por ele. Enquadrei e coloquei na sala de casa, ao lado de outras fotos. É incrível como o olhar dela se destaca. Ninguém passa despercebido por ele.


Editado pela última vez por Marcos Borges Filho em Sex Mai 20, 2011 10:39 am, num total de 1 vez

Marcos Borges Filho
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MensagemEnviada: Qua Mai 11, 2011 7:53 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Em nome da administração do Digiforum, gostaria de agradecer ao fotógrafo e jornalista Sergio Branco pela sua participação em nosso forum, trazendo informações valiosas e dando um exemplo de despreendimento.

aluar
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MensagemEnviada: Qua Mai 11, 2011 8:10 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

SERGIO BRANCO: Parabéns pelo trabalho ! Smile

Em sua entrevista vc disse:

Citação:
Tem aumentando muito o interesse das mulheres pela fotografia, o que é muito importante.


Como vc vê essa importancia (das mulheres) no mercado fotografico atual ?

yeah

Tatiane Neves Tavares

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MensagemEnviada: Qua Mai 11, 2011 11:22 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Antes quero agradecer ao forum e ao SERGIO BRANCO por esta oportunidade

aluar, uma otima pergunta ....

SERGIO Como colocado as mulheres tem mostrado um maior interesse pela fotografia, e conhecendo melhor o trabalho delas noto que a maioria tem trazido para fotografia uma maior preocupação com a composição muitas vezes deixando de lado técnicas e execução em segundo plano, se focando mais em algo que agrada o olhar com relação a harmonia da imagem , para o fotojornalismo é algo imaginável, já que muitas vezes o momento para foto é muito curto como nota esta mistura do olhar feminino com o fotojornalismo???

Marcos Borges Filho
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MensagemEnviada: Qua Mai 11, 2011 3:39 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Já encaminhei as questões de nossas damas: aluar e Tatiane Neves Tavares. O Sergio Branco, de pronto respondeu:

Citação:
Oi, Marcos. Nesse momento, estou fechando a edição 177 de Fotografe, numa pauleira danada. Irei respondendo às questões na medida do possível.
Um forte abraço a todos aí do Digiforum.


Podem ir postando as questões que vou encaminhando para nosso entrevistado. Logo que ele tiver um alívio (imaginem a responsabilidade de fechar um edição de uma revista!!!) vai responder a todos com a maior satisfação.

Régis da Silva Presser
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MensagemEnviada: Qua Mai 11, 2011 4:00 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Excelente Entrevista. Sou assinante da FM há mais de dois anos e da T&p desde a edição 1 e tenho certeza de que elas me ajudaram muito a evoluir, tendo, a primeira, inclusive, servido de referência para aquisição de minha D90, aquisição da qual, aliás, não em arrependi nadinha. Mr. Green yeah

Tatiane Neves Tavares

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MensagemEnviada: Qua Mai 11, 2011 8:10 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Marcos Borges Filho, Tks Marcos valeu mesmo Smile

Marcos Borges Filho
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MensagemEnviada: Qui Mai 12, 2011 3:55 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Respostas do Sergio Branco:


Oi, Aluar.

Bem, é inegável o crescimento da participação das mulheres em todos os setores da economia. Vide o caso das redações de jonais e revistas. Quando comecei, 30 anos atrás, a particpação feminina não chegava a 20%. Hoje, está na casa dos 70%. Na redação da Fotografe, por exemplo, as repórteres são a Lívia Capelli e a Natália Manczyk.
Na fotografia não seria diferente: há muitos mais mulheres atuando e fazendo acontecer do que nas décadas anteriores. E isso é muito importante para o desenvolvimento do setor. Muitas fotógrafas também foram reveladas pelas páginas de Fotografe, que tem uma linha longe de ser machista neste sentido. Acho que ainda há muito espaço para ser ocupado pelas mulheres na fotografia, principalmente no fotojornalismo.


Olá, Tatiane.
Acho que as mulheres realmente são mais sensíveis que os homens para determinadas imagens. Isso leva muitas a derivar mais pelos lados das artes plásticas, mas elas estão em todos os setores da fotografia e fazendo trabalhos muito competentes. No fotojornalismo, creio que elas usam mais essa sensibilidade, principalmente quando o tema é a própria mulher, e fazem o trabalho com mais doçura e jogo de cintura. Quando atuava em redação de jornal, na Folha de S. Paulo, nos anos 80, trabalhei com grandes fotógrafas, como a Avani Stein (que hoje é faz um belo trabalho mais ligado às artes plásticas), a Renata Falzoni (hoje no mundo dos esportes radicais na ESPN), a Márcia Zoet e a Ana Carolina Fernandes, para citar algumas. Hoje há mais mulheres atuando como repórteres fotográficos, enfrentando os mesmos perrengues que os homens e fazendo fotos de alta qualidade. No Rio elas estão mais mais presentes nas redações do que em São Paulo e outras capitais estaduais. Fizemos até uma matéria sobre isso, na edição 159, mostrando exatamente isso.

Tatiane Neves Tavares

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MensagemEnviada: Qui Mai 12, 2011 3:29 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Grata Sergio Branco, acredito que esta é uma visão que poucos tem, é otimo saber que dentro de revistas com um forte poder sobre o mercado tenha esta visão yeah

Marcos Borges Filho
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MensagemEnviada: Sex Mai 13, 2011 12:42 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Questionamento do Luis Claudio Marigo:

Sérgio,

Ver tantas fotografias dos outros, fotos boas e ruins, como editor da Fotografe Melhor e da Técnica & Prática, influencia a sua prática como fotógrafo? Como?

Um abraço,

LCMarigo



Respostas do Sergio Branco:



Olá, mestre Marigo.

Certamente influencia. Vc vê tanto clichê, tanto déjà vu, que acaba treinando o olho para fugir justamente dessas armadilhas. Isso também facilita na hora de editar fotos, pois suas referências estão mais aguçadas e isso torna a busca pelo novo, pelo fora do comum mais eficiente. Mas, vc sabe, não há como fugir de certos clichês, tanto na composição quanto na linguagem. Eles fazem parte da vida do fotógrafo.É como fotografar pôr do sol: é um baita clichê, mas se vc está diante um daqueles maravilhosos, não há como não registrar.
Uma coisa que me incomoda um pouco é predominância da horizontalidade das imagens, pois temos uma visão que nos colocada no plano horizontal e, depois, a tela da TV, do cinema e do computador nos condiciona a ver imagens horizontais. Ás vezes, e são poucas, avalio alguns portfólios (na verdade, nem gosto muito disso, pois acho que uma avaliação equivocadal, pois é algo muito pessoal, pode frustrar a carreira de um bom fotógrafo). O que sempre recomendo é aumentar o número de imagens verticais para quebrar um pouco com a ditadura do horizontal. E me policio com isso. Tanto que numa recente viagem para Istambul acabei fazendo mais imagens verticais que horizontais. Exagerei. Portanto, deve haver bom senso.
Um abração



Olá, Regis.

Fico feliz por termos ajudado na sua evolução fotográfica. Esse é o maior objetivo das nossas revistas. Poder dividir conhecimento é algo mágico e o Marigo sabe muito bem disso. faz bem pro coração e para a alma.

Abração

Barda
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MensagemEnviada: Sáb Mai 14, 2011 8:48 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Minha pergunta para o Sergio Branco, apos o lançamento da revista digital photographer Brasil, ao qual tambem sou leitor, vc acha que a concorrencia foi favoravel a fotogrfe melhor ou isso prejudicou as vendas ?

Aline Charpinel
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MensagemEnviada: Sáb Mai 14, 2011 2:43 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Ótima entrevista! Obrigada e Parabéns pelo trabalho! yeah

paulo magoo
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MensagemEnviada: Sáb Mai 14, 2011 3:35 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Sergio, boa tarde,

Fui assinante da FM desde o numero 1, até meados de 2008 e tive a honra de ter uma foto publicada na edição de julho/2007.

Ná época dos filmes,a revista trazia informações mt importantes,que hj se acha mt fácil pela internet, eram outros tempos, onde não havia ainda a fotografia digital e que com a mesma, sergiu um quantidade enorme de informação na net.

Como vc ve a concorrencia, da midia eletronica,com a impressa ,onde se acha quase as mesmas informações da revista,gratuitamente??

Abs

mauricioooo
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MensagemEnviada: Sáb Mai 14, 2011 5:55 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Parabens pelo trabalho Sergio.
E parabens para o Digiforum pela entrevista !

Sou assinante e colecionador da revista desde a primeira edição !
Em todos esses anos houve altos e baixos, mas sempre valorizei a revista porque acho muito importante existir uma revista que atenda esse seguimento no Brasil.
Sei, também, a dificuldade que é conquistar e manter uma revista de fotografia.
Espero que continuem com muitos anunciantes e assinantes.

Abraço !

carluba
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MensagemEnviada: Dom Mai 15, 2011 6:28 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Sérgio, excelente entrevista. Na verdade, um grande artigo que mescla parte de sua vida profissional e com muito conhecimento tecnico e experiência que vale a pena conhecer mais. Sou assinante da FM há anos e tenho quase todas as edições de T&P. E vc tem razão: as revistas se complementam. E também foi pela FM, nº 115, abril/2006, que conheci o teste prático da Sony R1 (sem substituta até hoje). Como vc diz, muitos compram equipamentos com base nesses testes. Foi o meu caso. E posso garantir que se tem uma câmera que nunca me decepcionou foi a R1 e tomei por base justamente o teste de FM.
Que bom que comparilhou seus conhecimentos conosco! yeah
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