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 Entrevista: VIRGILIO LIBARDI

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Marcos Borges Filho
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MensagemEnviada: Dom Nov 20, 2011 7:09 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo



O Digiforum publica uma interessante entrevista com esse talentoso fotógrafo de moda e publicidade. Uma bela oportunidade para interagirmos com o Virgilio, um colega sempre disposto a compartilhar informação.




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Editado pela última vez por Marcos Borges Filho em Sex Dez 09, 2011 6:07 am, num total de 15 vezes

Marcos Borges Filho
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MensagemEnviada: Seg Nov 21, 2011 10:51 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

ENTREVISTA: VIRGILIO LIBARDI


Virgilio nos fale um pouco de você e nos apresente uma foto sua para que possamos conhecê-lo melhor.





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Marcos, antes de qualquer coisa gostaria de agradecer a oportunidade de dividir um pouco da minha paixão pela fotografia com os usuários do DF.
Fazer uma autodescrição nem sempre é tão simples, mas falarei como eu me imagino. Sou um capixaba de hábitos simples, formado em Engenharia Agronômica pela Univ. Federal do Espírito Santo e com mestrado pela USP.
Devido a minha profissão tive o privilégio de conhecer praticamente o Brasil todo e mais alguns países. Sempre fui muito intenso no trabalho e tive oportunidade de aprender e trabalhar com grandes profissionais, o que me levou a posições interessantes em duas grandes empresas multinacionais em que trabalhei por 15 anos. Até que chegou um dia em que decidi voltar pro meu “rincão” e me reestabeleci em Vila Velha - ES.
Esta intensidade, simplicidade e dedicação sempre foram os ingredientes em tudo na minha vida, inclusive na forma que venho conduzindo minha atividade fotográfica.


Como engenheiro agrônomo você poderia ter escolhido como hobby, por exemplo: a equitação, floricultura... Mas, escolheu a fotografia. O que te levou a essa escolha?

Na ocasião em que retornei pro Espírito Santo, depois de quase 20 anos morando longe daqui, percebi que meus amigos já estavam em outras fases de suas vidas e comecei a entrar num processo de “odiar” meus fins de semana e torcer para que a segunda-feira chegasse logo. Foi aí então que decidi que deveria arrumar algum hobby para ocupar meus fins de semana, caso contrário eu entraria em depressão. Marquei algumas pescarias em alto mar e um belo dia notei que eu não estava registrando estas aventuras e fiz algumas buscas na internet sobre câmeras compactas para comprar, e num fórum li algo parecido com isso: “não compre câmeras pelo número de MPixels e do Zoom que ela lhe oferece”. Não entendi esta afirmação e fui em busca de respostas, e mais, e mais, e mais..... até hoje não parei.


De hobby a fotografia evoluiu para uma paixão e para uma segunda profissão. Como foi essa trajetória?

Foi mais rápido do que eu imaginava que pudesse acontecer. Inicialmente eu até afirmava que se um dia eu fotografasse por $$ poderia perder o encanto. Hoje vejo que isto era uma bobagem, por que não aliar o útil ao agradável? Eu fotografava de tudo e nem percebia as horas passarem e um dia fotografando minhas sobrinhas percebi que eu tinha facilidade de interagir com o fotografado e comecei a pegar gosto pelas fotos de book (minhas sobrinhas sofreram com isso).


Quais as bases de sua formação como fotógrafo? Qual o lugar do Digiforum e do Grupo Cliques nessa formação?

Antes de comprar minha primeira câmera eu já havia devorado alguns livros e vasculhado muita coisa na internet. Quando decidi comprar uma DSRL me matriculei em um curso de fotografia para iniciantes, depois em outro um pouco mais avançado, em um de composição, em um sobre flashs, fui para Belo Horizonte e fiz mais alguns.
O Digiforum foi um “lugar” que me ajudou muito, principalmente quando tínhamos as FCs eu diariamente gastava um tempo para entender as mensagens que estavam naquelas imagens ali postadas.
O Grupo Cliques é uma delícia, fui de gaiato num passeio entre alguns fotógrafos aqui do ES e no fim do passeio juntamos e discutimos a possibilidade de fundarmos um grupo, hoje somos quase 300 pessoas e eu sou um dos gestores do grupo. Tem muita gente talentosa.
Hoje me encontro de volta ás cadeiras de uma universidade, cursando faculdade de Fotografia, uma nova possibilidade de conviver com grandes talentos e de receber muito aprendizado, acho que sou viciado em estudar.


Inicialmente você retratava modelos em ambientes abertos, depois montou um estúdio. Qual a importância desse espaço, o Estúdio Umbra, na sua atividade profissional enquanto fotógrafo?

Continuo gostando muito de trabalhar em externas, para mim é um grande desafio dominar a luz que nos é oferecida naturalmente. A decisão de criar o Estúdio Umbra faz parte de um plano e é o caminho que me levará até onde pretendo chegar com a fotografia. É importante ter este espaço para o mercado de fotografia publicitária, além de ser o local onde ministro parte dos cursos.
A partir da fotografia em estúdio fui me aprimorando em alguns pontos, passei a ser mais exigente no controle da luz, menos ansioso, tenho um melhor planejamento das fotos, como consequência preciso de menos disparos para chegar ao resultado esperado. Ali no estúdio eu venho me desenvolvendo na direção de modelo, algo fascinante e extremamente importante neste tipo de fotografia.


Em paralelo você ministra cursos, workshops. Como conciliar tudo isso?

Eu não sei como consigo conciliar tanta coisa, afinal ainda sou um engenheiro agrônomo e tenho minhas responsabilidades nesta atividade.
Em toda minha vida sempre senti falta de algumas horas no dia, 24 h é muito pouco.
Ministrar cursos também é algo que me dá muito prazer, eu gosto da responsabilidade de passar conceitos que irão fazer parte da formação de novos profissionais ou hobbistas. Tudo começou com uma solicitação de uma escola aqui de Vitória para que eu preparasse um curso sobre Adobe Photoshop Lightroom, montamos 3 ou 4 turmas em sequência, até que decidi que não era o tipo de curso que eu deveria ministrar, deveria partir para algo relacionado ao que mais gosto, então montei o curso: ENSAIOS FOTOGRÁFICOS OUTDOOR, no qual o tema central é o domínio da luz. Já tivemos turmas em duas escolas de fotografia aqui do estado, além de duas turmas no próprio Estúdio Umbra. A minha idéia é levar este curso para outros Estados em breve.



Quais os serviços de fotografia que você disponibiliza para seus clientes?

Ainda estamos formatando o nosso menu de serviços, neste mês de novembro estou mudando o Estúdio Umbra, teremos um novo local, bem mais amplo e com novas possibilidades.
Atualmente recebemos solicitações de editoriais e campanhas, além dos books particulares. Talvez um grande diferencial que temos é a possibilidade de não só recebermos o briefing e executarmos as fotos, mas sim de discutirmos e construirmos juntos o conceito de uma campanha ou editorial.
Há muita coisa para avaliar, o novo espaço que teremos a partir de agora nos coloca para pensar e certamente teremos novos projetos envolvendo outras áreas da fotografia publicitária, alguma coisa envolvendo fineart, etc.


Existe a possibilidade da fotografia passar a ser sua mais importante atividade, ou até mesmo sua única atividade profissional?

Este é o meu desejo, até marquei data para que isso aconteça e aparentemente as coisas estão caminhando neste sentido.
A minha intenção não é seguir sozinho neste caminho, quero me cercar de pessoas responsáveis e talentosas para construirmos esta história.
Um estúdio ou agência voltada para o mercado de imagens demanda várias atividades, não consigo me imaginar sozinho conduzindo o Estúdio Umbra, quero cada vez mais envolver outras pessoas.



Qual foi seu investimento inicial para abrir o Estúdio Umbra? E quais os equipamentos usados?

O primeiro e maior investimento que fiz foram coragem e dedicação o restante certamente foi menos oneroso.
Em termos de estrutura procurei um espaço de fácil acesso e bem localizado em Vitória-ES. Então alugamos duas salas em um bom bairro, uma se tornou o set de produção e a outra é o escritório. Eu entendia que inicialmente precisava me estabelecer bem, mesmo que isso onerasse as despesas fixas e sem saber se a demanda seria suficiente para honrar estes compromissos. Honramos.
Em termos de equipamentos eu procurei entender as dificuldades que outros estúdios tinham passado e decidimos adquirir o básico e de uma empresa responsável. Então optei por comprar todo equipamento de iluminação da MAKO. De início foram 5 flashs eletrônicos (2 eu já possuía), um Fresnel de 1.000 W, os tripés, 2 Softbox, refletores, snoot e a estrutura de fundo infinito. Somado a isso tive que encomendar os painéis bloqueadores e mais um monte de coisinhas que vamos sentindo necessidade ao longo do tempo (flashmeter, garras, difusores, etc).
Se a sua pergunta é em termos financeiros talvez tenho aqui um resumão:
Equipamento de estúdio: R$9.500
Móveis, frigobar e ar-condicionado: R$8.300
Tranqueiras: R$2.000



Como fotógrafo, qual o elemento de marketing que te dá mais retorno?

Eu ainda preciso melhorar muito nisso, meu trabalho é mais visto por outros fotógrafos do que por potenciais clientes. O meu site está desatualizado em função do meu tempo tão escasso, por isso que sempre afirmo que precisamos de outras pessoas. Não consigo me imaginar fazendo tratamento de fotos ou atualizando site a partir do momento em que eu estiver me dedicando integralmente à fotografia e captando mais trabalhos.
Mas não tenho muita dúvida da resposta para a sua pergunta, um bom entendimento da necessidade do cliente e entrega de um trabalho final com qualidade que atenda ou supere as expectativas sempre vem acompanhado de novas solicitações de orçamento do mesmo e de outros novos clientes.
No mercado de fotografia publicitária/moda existem algumas pessoas chaves em todo o processo. Quando uma empresa de confecção procura uma agência de publicidade para contratar a campanha da coleção é porque confia nesta agência, a agência de imediato contratará uma produtora de moda de sua confiança e esta indicará um fotógrafo com o qual ela já teve alguma boa experiência de trabalho, este grupo de pessoas entrará em contato com agências de modelos para fazer o casting, depois decidirão pelas pessoas responsáveis pela maquiagem e cabelos. Perceberam que é uma cadeia? É dentro deste grupo de pessoas que o seu nome precisa ser lembrado. É nisso que invisto.
Neste mercado é interessante fazer editoriais, que normalmente não são bem remunerados, mas colocam o seu trabalho à mostra num veículo de grande visibilidade e oportunizam trabalhos com grandes profissionais.
Para books particulares um site bem construído e trabalhar bem as novas mídias sociais sempre trazem bons retornos.


Qual o perfil de sua clientela?

Exigentes e com pequenos orçamentos. No mercado de fotografia de publicidade isto é uma constante, acho que sempre foi e sempre será assim. Há de tudo, existem clientes que querem as fotos “cruas”, outros querem com tratamento básico, outros querem o tratamento final, alguns até querem os arquivos já convertidos em CMYK para irem direto para impressão. Ao passar um orçamento é importante entender direitinho o que será exigido, pois tudo custará o nosso valioso tempo.



Fazer books para não profissionais é uma boa alternativa profissional? É uma área em que você também atua?

Sim, tenho notado que a imagem tem feito parte cada vez mais da vida das pessoas, há demanda aquecida para o mercado de book de beleza, ter uma “pegada” de fotografia de moda é importante nestes casos, pois uma menina se imagina sendo fotografada como ela vê nas páginas da Vogue ou Elle.
Fotografia sensual é outro segmento que vem tomando volume, neste caso a ética e respeito são fundamentais.



Como atrair profissionais ou amadores nos primeiros momentos da profissão, tanto no que se refere a equipe quanto a modelo?

Consegui meus primeiros trabalhos com modelos fazendo contato nas agências, uma delas me desafiou solicitando que fizesse fotos de algumas meninas e rapazes na praia, num dia nublado, horrível. Lógico que queriam um material a custo zero, não me iludi, mas me virei para conseguir criar uma boa luz e mostrar meu trabalho. Esta mesma agência me encomendou posteriormente (agora remunerado) as fotos de books para todo o seu elenco, de lambuja eu entreguei os composites diagramados. Tá vendo como com pouca coisa a gente consegue fazer uma entrega além daquilo que o cliente espera? Nestes trabalhos já fui me relacionando profissionalmente com produtores de moda, maquiadores, etc.



Qual foi a foto que você clicou e que te deu um mínimo de segurança para partir para esse empreendimento?

Apontar uma foto é difícil, mas acho que algumas sessões me deram segurança. Posso indicar uma foto que remete a este momento em que me senti seguro que eu conseguiria conduzir bem um ensaio, que tinha capacidade de dirigir as pessoas a serem fotografadas.
Eu havia fotografado esta modelo no dia em que citei na questão anterior, na praia com uma luz horrível e que tive que tirar leite de pedra. Eu percebi que a Sarah não tinha rendido o máximo que poderia e a convidei para fazer na semana seguinte mais uma bateria de fotos, o resultado foi bem melhor e eu atuei fortemente na direção, neste dia duas pessoas me ajudaram na assistência.




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Quais fotógrafos te servem de inspiração na fotografia com modelos?

Tem muita gente boa, gosto visitar os trabalhos de fotógrafos de outras épocas, como Helmut Newton e Irving Penn, são inspiradores principalmente por que eram pioneiros. Muitos fotógrafos fazem parte do meu repertório de referências, dentre eles Oliviero Toscani (que fez campanhas maravilhosas para a Benetton nos anos 90), Ben Hassett (França), o australiano David Vasiljevic, o americano Sebastian Faena, dentre tantos outros.
A oportunidade que tenho hoje de cursar uma faculdade de fotografia me coloca num fórum permanente de discussão sobre os trabalhos de grandes artistas plásticos e fotógrafos, isto é uma oportunidade única de inspiração.


Qual a importância do tratamento das imagens em sua produção fotográfica?

É fundamental, não sou um purista. Dentro do processo fotográfico, desde os tempos mais remotos, sempre existiu a edição e manipulação de imagens. Tudo depende de qual a finalidade das fotos. Foto publicitária sem manipulação é quase impossível.
Por outro lado sou um defensor ferrenho da captura feita como se não houvesse possibilidade de tratamento. Quando trabalhamos com isso no pensamento, degradamos minimamente nossos arquivos no processo de tratamento das imagens.
Evito ao máximo fazer cortes na imagem, acho isso um desperdício de pixels. O uso constante da ferramenta de corte é um sinal de que somos fotógrafos preguiçosos e descuidados.


Quais os equipamento e equipe que você usa quando fotografa em ambientes externos? Nos apresente fotos ou algum vídeo de algum desses seus sets?

Para as externas eu levo tudo que é possível acomodar no porta-malas, melhor pecar por excesso nestas horas. Duas câmeras, dois ou três flashs speedlights, tripés, muita pilha, rebatedores, os difusores são fundamentais, rádios flash, gelatinas para flash e um segredo, muito apetrecho para improvisar gambiarras (elásticos de dinheiro, clipes, fita crepe, grampos, alfinetes, etc).
O equipamento que utilizo é Nikon, tenho uma D300s e uma D90, gosto de lentes fixas (35, 50 e 85 mm), a única zoom com a qual fotografo é uma 24-70 mm.
Não costumo sair para fazer externas sem ao menos um assistente, é impossível usar bem os recursos sem esta pessoa.
Uma dica: nunca leve alguém para te ajudar sem que esta pessoa tenha noção da importância do que ela irá fazer. É melhor ir sem assistente do que levar uma prima que só quer ir para passear. Um maquiador que acompanhe toda a sessão é de suma importância (inclua o valor dos serviços deste profissional no orçamento e verás a diferença no resultado).
Caso sejam fotos de catálogo de moda, campanha ou editorial, eu levarei sempre a minha assistente de confiança, os outros profissionais já são providenciados pelo contratante.
Teve um ensaio externo que conduzimos com uma modelo de São Paulo que estava de férias em Vitória, a levamos para a rodoviária em pleno 23 de dezembro, a maquiagem foi feita lá mesmo. Vou deixar o link do vídeo.
http://youtu.be/grWvXwqIwa8



Quais os equipamento e equipe que você usa quando fotografa no Estudio Umbra? Nos apresente fotos ou algum vídeo de algum desses seus sets?

Fora os equipamentos de iluminação que são próprios para estúdio e o flashmeter, o resto não muda muito. Uso as mesmas câmeras e objetivas, o mesmo modelo de rádio-flash.
Da mesma forma acontece com a equipe. Porém aí vai uma ressalva que vale tanto para externas como para fotos em estúdio, no set de fotografia só deixo presente as pessoas que estarão trabalhando realmente (produtor, maquiador, assistente e diretor de arte se houver), pais, namorado(a) e amigas (os) não presenciam a sessão, se estiverem lá irão atrapalhar invariavelmente.
Vou deixar um vídeo aqui também de um ensaio fotografado no Estúdio Umbra.
http://youtu.be/OqO1bybGLjY


Em relação à equipe, que profissional é indispensável para um fotógrafo iniciante?

Essencial é um bom assistente de fotografia (acho melhor começarmos a chama-lo assistente de iluminação), é muito bom ter com você uma pessoa que entende o seu estilo e sabe o que você está pensando só olhando seus movimentos.
Sempre que puder, garanta a presença de um bom maquiador (bom maquiador de salões de beleza não serão necessariamente bons para fotografia) e de alguém hábil para a produção.


Quais as diferenças entre dirigir o set numa externa e no estúdio?

Vou aproveitar esta questão para dizer que o fotógrafo deve sempre dividir a autoria do trabalho com todas as pessoas envolvidas, conceda para estas pessoas as fotos produzidas para também fazerem parte do portfólios destes profissionais, eles lhe agradecerão e não esquecerão deste fato.
O fotógrafo deve estar no comando durante a sessão, independente se é externa ou em estúdio, porém a diferença é que em externas precisamos “domar” a luz que nos é oferecida naturalmente e no estúdio devemos “criar” esta luz a partir dos recursos disponíveis. Procure novos níveis de dificuldade a cada dia, assim se avançará.
Quanto a direção de modelos e da equipe temos que ter sempre em mente que este é um mercado de egos inflados, tente se colocar na situação das pessoas e avalie se você está sendo cordial o suficiente para conquistar o respeito das pessoas.
Evite colocar as pessoas nos seus limites, providencie ou nomeie alguém para providenciar água e alimentação, certifique-se que na locação as pessoas não estarão expostas ao perigo e não passarão por situações de vexame.



Como é dirigir as modelos? Quais as diferenças entre dirigir as modelos profissionais e as amadoras?

Isto é uma arte, não há diferenças tão marcantes entre profissionais e não profissionais. Uma modelo profissional teoricamente aprendeu a se portar diante das câmeras e entende alguns termos que são utilizados na sessão. Já uma pessoa sem esta formação pode se apresentar com maior ou menor desenvoltura. Tudo é variável.
O importante é que antes dos primeiros disparos todos estão ansiosos, então é muito importante quebrar este clima tenso. Eu sempre chamo a pessoa em separado 15 ou 20 minutos antes do início da sessão e tento conhecê-la um pouco, transmito confiança, faço algumas perguntas e falo um pouco de mim.
Na hora da sessão faço questão de dizer o que queremos alcançar com as fotos e quais os recursos que utilizaremos, explicar para a pessoa a função de um Softbox pode ser útil, pois ela sabendo disso irá se posicionar adequadamente sem que seja necessário ficar pedindo isso a todo instante.
Costumo mostrar algumas fotos durante a sessão para todos que estão no set, inclusive a modelo (acho que morreriam de curiosidade se não fizesse isso), isto me serve como termômetro se estamos no caminho certo e estamos atendendo às expectativas.
Ao final tenho como costume celebrar o trabalho, ter a oportunidade de passar uma manhã ou tarde fotografando é para mim motivo de muita comemoração, principalmente se é num grupo bacana de pessoas.



Quais as maiores dificuldades nessa área da fotografia?

É um mercado que exige alta qualidade e leva um tempo para atingirmos um patamar que possamos cobrar por este nível de exigência. Outro ponto é que muitos fotógrafos consideram-se estrelas e esquecem de que eles são apenas um elo de toda a cadeia, ninguém é o mais importante neste processo. Os egos são inflados, então se ligue a este fato. Em tudo em que os egos estão alterados, existe inveja, cobiça, traição e outras coisas não tão agradáveis, tenha consciência destas coisas para não se surpreender.


Apresente-nos fotos suas que você mais gosta, tanto em externa como em estúdio.

Esta eu gosto pelo receio que tive ao receber o briefing, precisava fazer algumas fotos de nu sem muita apelação. A modelo apresentava-se com certo nervosismo, aos poucos fomos deixando-a mais a vontade e o resultado eu considero bem satisfatório:




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Esta para mim representa que uma iluminação simples aliada a uma boa make up e a uma adequada direção de modelo se conseguem bons resultados:




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Aqui uma foto externa que gosto bastante, neste dia eu estava a toa e resolvi convidar a Kênia para fotografarmos no acostamento de uma rodovia:




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Esta foto abaixo foi de um editorial realizado em Belo Horizonte em setembro deste ano, esta foto é uma das minhas preferidas, mas não foi escolhida para estampar as páginas da revista:




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Ser fotógrafo profissional é ser uma empresa. Você tem que correr atrás de cliente, produzir, correr atrás de equipe, dirigir, cobrar e até fotografar (kkkkkkkkkkkk). Como é lidar com todas essas etapas? Como as coisas nem sempre são flores, nos conte alguns espinhos que você tenha passado nessa empreitada.

Isto ratifica que preciso estar trabalhando com pessoas competentes, é impossível fazer tudo isso de forma organizada e com eficiência. Muitas vezes eu abro os e-mails do estúdio na madrugada. Ser profissional e conseguir dar um atendimento adequado é preciso se organizar, para isso precisamos de gente, ou seremos eternamente fotógrafos de books de fim de semana.
Vou descrever duas situações uma que tem haver com a gestão dos egos e uma outra com a direção de uma modelo.
A primeira aconteceu quando um modelo aqui do ES foi selecionado por uma agência de Milano na Itália e solicitou que ele já levasse consigo um material de book e composite novo e bem produzido. Então o agente dele aqui entrou em contato e acertamos tudo, escolhemos uma produtora e uma maquiadora, tudo certo, preparamos um material de primeira, passamos cerca de 6 horas fotografando em estúdio. Porém, a pessoa que intermediou a ida dele para a Itália tinha um “acordo” com um fotógrafo de SP e quando ficou sabendo que o book e composite do modelo foram feitos por mim, ele me ligou “metendo o pau”, reclamando e dizendo que eu não tinha capacidade de fotografar para uma agência de Milano e convenceu o rapaz a pagar outra sessão em SP com o dito fotógrafo. Em resumo, a agência italiana usou apenas o material que eu produzi e dispensou as fotos feitas pelo outro fotógrafo. Eu fiquei quieto.
A outra situação foi com um trabalho que recebi antecipadamente para fotografar, a modelo era bonita e chegou cedo ao estúdio, produtora, maquiador, tudo a postos. Apontei a câmera em direção a moça e uma de suas sobrancelhas se ergueu, baixei a câmera, a sobrancelha também baixou, respirei, apontei novamente e .... sombrancelha para cima, e assim foi a sessão inteira, eu falei para ela várias vezes, tentei até disfarçar que não iria fotografar, mas não havia como, teve uma hora que saí do set para dar risadas. Enfim, não deu certo e devolvi o dinheiro.



Que dicas importantes você pode passar para um iniciante que deseja entrar para a fotografia de moda?

Estudem muito, pratiquem bastante, entendam a situação que cercava os grandes fotógrafos da história, se coloquem na posição deles á época em que viviam.
Não se iludam com as facilidades do mundo digital, ainda é necessário fazer boas capturas para se conseguir boas artes finais.
Não se feche apenas na fotografia de moda, praticar street photography poderá lhe abrir a cabeça para novas possibilidades no mundo da fotografia de moda. Fazer fotos de eventos esportivos lhe ajudará a desenvolver habilidades que poderão ser o seu diferencial. Até a macrofotografia lhe dará paciência Zen em seus trabalhos.
Seja suficientemente humilde para entender que a fotografia que está registrada no seu cartão de memória é um trabalho em conjunto com várias outras pessoas e que você é apenas um destas pessoas.
Por fim, leia muito sobre a luz, entenda como ela se comporta e aprenda como trabalha-la para impregnar suas imagens de magia.

Oseias Neto
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MensagemEnviada: Ter Nov 22, 2011 5:35 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Falar o que dessa entrevista!?

Sem duvida uma das melhores que li por aqui, não que as outras não enham sido valiosas, mais particularmente para mim que intenciono fazer algo proximo a isso que o Mestre Virgilio faz foi senssacional ler estas linhas. Quer parabenizar o Marcos pela entrevista feita com o Virgilio, parabenizar o Digiforum e acima de tudo parabenizar o Virgilio por ser um dos poucos que tem se proposto a compartilhar conhecimentos e dicas (Coisa Rara). Devorei a intrevista e em cada linha via a possibilidade de fazer algo a mais do que tenho feito.

Parabens e mais uma vez meu muito obrigado a todos por proporcionar a nós frequentadores do Forum materiais tão ricos.

Tatiane Neves Tavares

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MensagemEnviada: Ter Nov 22, 2011 8:56 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Bem o Virgilio sabe o que penso sobre o Trabalho dele, sou leitora do Blog aonde ele compartilha algumas dicas deste trabalho profissional...

http://vlibardi.wordpress.com/

Não vou repetir aqui minha admiração pelo trabalho do Virgilio por que ficaria repetitiva Smile

Quero agradecer ao Digi pela iniciativa e ao Virgilio por compartilhar isto...

Para quem não frequenta a sala das Nikons é importante saber que o Virgilio é uma pessoa simples, que ajuda a todos quando pode, e não tem nenhum problema em dividir os seus conhecimentos, o que é muito legal para pessoas como eu que estou ainda em um constante aprendizado...., Sempre tem aqueles que não aceita a opinião e a ajuda por não querem parecer iniciantes mas isto é de cada um e o Virgílio leva isto numa boa, eu não tenho vergonha de falar que ainda estou aprendendo e fica atenta a cada comentário.

Ressentimento o Virgilio esteve em São Paulo e durante uma saída surgiu a ideia de um curso, de Flashs e direção de modelos aqui em Sampa, e na SF surgiram muitos interessados...

Mas ja que a entrevista não é só para Elogios vamos as perguntas Mr. Green

1) Tenho participado de alguns ensaios coletivos em São Paulo e tenho notado que existem muitos fotógrafos que querem trabalhar com book de modelos, o ultimo ensaio tínhamos mais de 50 fotógrafos, no entanto poucos tem habilidades para dirigir modelo, a maioria é tímido e não fala nada fica escutando todos a volta e aproveita um momento para fazer as fotos, o Virgilio me conheceu e sabe que eu não sou nada tímida, mas noto que este é um problema para a maioria dos fotógrafos, Nos cursos que ministra como consegue vencer esta barreira???
2) Nestes mesmos ensaios a maioria coloca o Flash na câmera e segue fotografando, noto que falta muito conhecimento de luz para a maioria dos fotógrafos, saber posicionar os flash no local certo pode ser o sucesso ou o fracasso de uma foto, a maioria quer aprender a trabalhar com flash, mas ficam preso a configuração dos mesmos, e não a como posicionar os flashs e os resultados, em seus cursos como funciona esta descoberta quanto ao uso do flash com seus alunos?
3) O Blog é otimo para fotografos iniciantes como eu, mas tambem funciona como uma divulgação para o seu trabalho, como é a escolha do conteudo? existe algum plano de imagem quanto ao seu trabalho que deve ser seguido e que te limita o como e o que colocar no blog???

Douglas Soares
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MensagemEnviada: Ter Nov 22, 2011 9:13 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Excelente entrevista, parabéns. Virgílio vc já sofreu algum tipo de preconceito por parte dos clientes por levar a fotografia como 2º profissão e não se dedicar somente a isso? Acha que já foi prejudicado por essa situação? yeah

themeron
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MensagemEnviada: Ter Nov 22, 2011 9:52 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Sorte a minha compartilhar o mesmo grupo que o Virgilio e ter a oportunidade de conhecer o Mestre e suas fotos de há algum tempo.

Excepcional entrevista e será relida várias vezes!

Parabéns ao entrevistado e também ao DF, por essa grande chance a todos! palmas

Virgilio Libardi
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MensagemEnviada: Ter Nov 22, 2011 10:04 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Oseias Neto, obrigado pelas palavras elogiosas, venho acompanhando o seu empenho.

Tatiane Neves Tavares, obrigado plelas palavras elogiosas. Vamos tentar esclarecer suas questões:

1) Já parei algumas vezes para pensar sobre esta questão de timidez tâo recorrente entre fotógrafos, talvez seja em função de ser uma atividade que, dependendo do tipo de fotografia, é feita somente com o fotógrafo e o objeto a ser fotografado, como nos still-life, macro, natureza, etc.
Nos cursos sempre oriento as modelos a não oferecerem pose se não forem solicitadss para tal, ou seja, se o aluno não orienta elas ficarão paradas. É comum ouvir o seguinte: "isso, isso, fica assim que está ótimo", nesta hora eu interfiro e mudo tudo, o fotógrafo tem que quebrar esta barreira e pedir a pose, compor com a locação.

2)Com ou sem luz artificial, o conhecimento do comportamento da luz é muito importante, então, antes de mais nada precisamos ver muita imagem e entender como a luz interfere no "clima" da imagem. Lembra do filme O Poderoso Chevão? Tenha certeza que o Marlon Brando era seguido no set de filmagem por alguém carregando uma luz continua sobre a cabeça dele, por isso aquelas sombras no globo ocular, e aquela luz foi fundamental para gerar o aspecto sombrio da personagem.
Conhecer os recursos do equpamento é fundamental para conseguir utilizá-lo adequadamente, eu costumo dizer que um flash da Nikon ou Canon tem muito mais complexidade que o próprio uso da câmera. Então nos cursos a gente passa muito estes conceitos de iluminação para então entrarmos no uso do equipamento.

3) Tati, os temas que venho escrevendo na Coluna Retratando no Blog normalmente surgem momentos antes de começar a escrever, é engraçado como todos os dias eu penso: "isto daria uma boa matéria para o blog", mas é só na hora que realmente vêm as idéias, então não há regras nem planejamento antecedente. Na hora que consigo parar e começo a escrever desenfreadamente... rs Vale ressaltar que o termômetro das matérias é a minha "redatora" chefe, a Lilianny Noronha, com quem sempre divido estas coisas, e o legal é que mesmo com toda cummplicidade do casal, ela tem sido bastante sincera.


Editado pela última vez por Virgilio Libardi em Qua Nov 23, 2011 9:43 pm, num total de 2 vezes

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MensagemEnviada: Ter Nov 22, 2011 10:11 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

themeron, obrigado. E digo o mesmo, tenho sorte de poder admirar tão boas imagens que vemos todos os dias aqui nas salas do DF.

Douglas Soares, o que vou te falar talvez pareça absurdo, mas foi exatamente o contrário que já aconteceu algumas vezes.
Pessoas ligadas ao meu meio de trabalho original não entendem e fazem pouco caso da minha atividade paralela com a fotografia. Sempre ouço piadinhas de mau gosto e inclusive já precisei me desentender por causa disso. Infelizmente.

O único problema que venho enfrentando é nao ter tempo suficiente (por enquanto) para me dedicar somente à fotografia, no mais está tudo certo.

pmbarreto
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MensagemEnviada: Ter Nov 22, 2011 11:21 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Parabéns, Virgilio!

Ótima entrevista, muito esclarecedora. Muito interessante esse seu caminho para a proficionalização...

Vc tinha, desde sempre esse talento, e teve a sorte de conseguir encontra-lo, e nós, a sorte de podermos ver a expressão do seu talento!

Tatiane Neves Tavares

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MensagemEnviada: Ter Nov 22, 2011 12:32 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Virgilio Libardi, Pois é concordo que o Flash é mais complexo que o uso da camera mas nem todos pensam assim Smile acho que vale a dica Smile

Tambem tenho algumas pessoas que tem preconceito quanto a fotografia no meu trabalho, ja tive que escutar "nossa você uma gerente de projeto perde tempo fazendo book de gestante final de semana acredito que um gerente tenha um bom salario", neste caso apenas dou um leve sorriso e saio, e deixo a pobre pessoa ali com o pensamento dela Smile

Mas uma vez Parabens pela Entrevista muito boa e grata pelas respostas Mr. Green

osteiner
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MensagemEnviada: Ter Nov 22, 2011 4:56 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Parabéns pela entrevista Virgílio, ela é um grande incentivo para o amador que quer se tornar profissional. Vemos que vontade, estudo e muito treino é possível!

Virgilio Libardi
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MensagemEnviada: Ter Nov 22, 2011 9:28 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

pmbarreto, pmbarreto, osteiner, yeah yeah yeah

Mariano
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MensagemEnviada: Ter Nov 22, 2011 9:41 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Virgilio Libardi, Parabéns pela entrevista!

Você expôs de forma muito simples e clara o caminho das pedras... Dá pra entender direitinho a trajetória de sua carreira nesta área, as dificuldades encontradas e como superá-las.

Tenho a certeza que você está fazendo "acontecer" da maneira mais estruturada que se pode, ou seja, já está nascendo grande! Pensando como empresa e com plena consciência que precisa da ajuda de outras pessoas. Seria muito bom se todos tivessem esta mesma interpretação ao invés de sair como "aventureiros" achando que fechar um contrato é algo simples...

Seus comentários reforçam o mesmo ponto de vista que tenho sobre trabalhar com fotografia, ainda que como segunda profissão, mas sempre com muita dedicação, respeito aos clientes e de forma organizada.

Estas três fotos (nú, a piscadinha da modelo e a na beira da rodovia) estão simplesmente espetaculares! A composição, iluminação, foco e nitidês na quantidade certa, uma aula!!!

Estou salvando um PDF desta entrevista pra poder estar visitando sempre.

Mais uma vez meus parabéns pelo excelente trabalho palmas palmas palmas

ESTEVAM CESAR FIGUEIREDO
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MensagemEnviada: Ter Nov 22, 2011 10:56 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Ótima a entrevista e a humildade do Virgílio, é incrível como um Engenheiro Agrônomo passa a ser fotógrafo por Hobby e após torna-se um ótimo profissional, evidentemente fazendo cursos e até faculdade de fotografia! Também gostei muito das sinceras palavras dos maus e ótimos momentos que passou e da valorização dos outros profissionais que trabalham com ele! As fotos postadas aqui mostram o tão quanto é ótimo fotógrafo e aproveito também para parabenizar a entrevista feita pelo Digiforum e também a ele pelo seu profissionalismo e apurada técnica! palmas

peridapituba
Eu moro aki!
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MensagemEnviada: Qua Nov 23, 2011 7:11 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Virgílio e Marcos,

Parabéns pela entrevista e pela vontade de compartilhar.

É legal a gente acompanhar o desenvolvimento dos amigos e ver como a estrada é construída.

O Virgílio sempre foi um cara muito dedicado e honesto nas suas intenções.

Os frutos que vem colhendo são resultado direto disto.

Fico muito feliz que o Estúdio Umbra esteja crescendo e que ele agora vislumbre uma possibilidade de viver de algo que até então era apenas um hobby.

Não tenho perguntas no momento e gostaria apenas de desejar sucesso ao Virgílio nos caminhos que escolher.

Um forte abraço, yeah
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