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 Entrevista: Araquém Alcântara

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DigiForum










Registrado em: Sexta-Feira, 9 de Janeiro de 2004
Mensagens: 19

 


MensagemEnviada: Dom Set 16, 2012 3:22 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

O DigiForum traz a todos uma entrevista exclusiva com:

Araquém Alcântara - "O Colecionador de Mundos".




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Um fotografo singular no que faz, percursor da Fotografia de Natureza, possui diversos livros lançados (42 se não me falha a memoria), como o "Terra Brasil" , da editora Melhoramentos -1997, com mais de cem mil exemplares vendidos, que, para os amantes da fotografia, não pode deixar de faltar em sua coleção ou porque não dizer "na cabeceira da cama", Araquém Alcântara ja ganhou diversos prêmios, seus principais foram: "Prêmio Abril de Jornalismo" em 1998, em 2001 ganhou novamente o mesmo prêmio e também o "Prêmio Von Matius" pela Câmara de Comércio Brasil Alemanha - categoria natureza, e com certeza ele não vai parar por ai.




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Quem é Araquém Alcântara?
Conte-nos um pouco de você da sua trajetória de vida para chegar onde chegou, conte-nos sobre seu encontro com a fotografia, como e quando descobriu a fotografia?



Aos 14 anos eu queria ser jornalista, quem sabe escritor. Atravessei e a adolescência embrenhada nos grandes sertões, veredas, de Lima Barreto, Machado de Assis, J. D. Salinger, Joseph Konrad e do próprio Guimarães Rosa. Em 1970, ingressei na Faculdade de Comunicação de Santos. Logo trabalhava na sucursal do Estadão e Jornal da Tarde. Tudo certo.
Uma noite fui ver uma sessão maldita que um francês, Maurice Legeard, organizava em Santos. O filme era A Ilha Nua, de Kaneto Shindo. Um filme quase sem história, ou palavras. Um casal vivendo com dois filhos numa ilha inóspita. E a faina diária de levantar, buscar água, preparar a terra, a comida, buscar água outra vez, a canoa no trapiche, os pássaros nas pedras, os remos contra as ondas. A força e a beleza da pura imagem. A foto como síntese do dizer. Eu, transido no escuro, fui tendo uma epifania, um negócio. Sai dali tonto, abalroado, chamado.
No outro dia uma amiga, Marinilda, mostrou-me umas fotos bem comuns, de álbum de família, feitas por uma Yashica muito caseira. Ainda doente, febril do filme, mal olhei as fotos. Pedi a Yashica da Marinilda emprestada, comprei três filmes preto-e-branco e à noite fui para um cabaré do porto onde costumava ouvir bandas de rock e, com sorte, a canja de algum famoso de passagem.
Câmara na mão, dois filmes no bolso, nenhuma técnica na cabeça, nervoso como em toda primeira vez. Mesmo sem coragem para nada, obscuramente sabia que naquela Yashica, naqueles filmes, estava segurando uma vida. Sai tarde, sem apertar o botão.
No ponto do ônibus, já amanhecia quando uma das moças do cabaré passou e desafiou:
– Quer fotografar, é? Quer fotografar? Pois então fotografa aqui. Levantou a saia e mostrou o sexo.
Foi minha primeira foto.
Não parei mais. As palavras já não serviam. Gaguejava nelas. O que interessava agora eram livros de fotografias, e imagens: Kurosawa, Bergman, Truffaut, Fellini, Wells, e os grandes fotógrafos, Cartier Bresson, Werner Bischoff, Ansel Adams, Ernest Haas.
Escolhi o primeiro tema de meu primeiro ensaio: os urubus de Santos. Eles estavam sempre por ali, sempre próximos ao que sobrava, peixes mortos na praia, detritos em Cubatão. Próximos, sempre, à miséria.
Título meio panfletário de minha primeira exposição, em janeiro de 1973, no Clube XV de Santos: Os urubus da sociedade. Panos pretos cobriam as fotos dos urubus, os detritos da cidade, seu povo encardido. O visitante, para ver, tinha de desvelar, levantar a saia. Influência inconsciente daquela primeira foto no cabaré do cais? Pode ser, só que o obsceno ali era social. A exposição, aliás, foi tachada de comunista. E crivada de perguntas. Por que fotografar urubus, miseráveis, bichos que não vendem
Fui prosseguindo. Já tinha uma espécie de lema. Escolher, sempre, com o coração. Prosseguir e não me arrepender de começar apostando no urubu.
Uma tarde, ainda em 1973, voltava da cobertura de uma regata quando viu um urubu na calçada, na frente de uma peixaria. Da peixaria sai uma menina de uns três, quatro anos e se aproxima, encantada, com o urubu. Ajustei firme minha modesta Pentax Spotmatic. Pressenti. Ia me certificar depois, a vida inteira, de que foto é pressentimento, a premonição de que alguma coisa de simples e grande vai acontecer.

Aconteceu. A menina se inclinou para afagar o urubu. O urubu já estava abaixando docilmente a cabeça quando dois homens saíram nervosos da peixaria. Um agarrou a criança, outro enxotou o urubu. Em seis fotos registrei a cena toda. Em seis palavras contei a história. Num segundo descobri que ser fotógrafo é registrar a história instantânea deste mundo. Que é preciso estar ali quando a vida, de repente, levanta a saia – e mostra.
Na época, a revista Fotoptica publicava a sequência do urubu na calçada.

Voce é fonte de inspiração para muitos fotógrafos que estão começando agora, qual conselho você daria a eles quanto ao mercado fotográfico no Brasil e no Mundo?


O mercado fotográfico no Brasil ainda é muito restrito, principalmente para os iniciantes. A profissão não é valorizada. Não há uma crítica séria nem editores com conhecimento da linguagem. É importante pensar em fazer curso superior e desenvolver uma carreira internacional. Mais importante ainda é mergulhar no desenvolvimento de um ensaio. E lutar para publicá-lo, seja em exposição, livro ou editorial de revista.

Qual o segredo do seu sucesso?

Escolhi o caminho com o coração e nele mergulhei obstinadamente. Segui a estrada, com perseverança e fé. Não esmoreci. Vejo a fotografia como um caminho de autoconhecimento, uma poderosa arma de encontrar o mundo. Uma poderosa arma de transformação.
A leitura dos grandes mestres seja na fotografia, literatura ou cinema me deu coragem para prosseguir, mesmo nos momentos mais difíceis.
Sou pioneiro. Minha maior contribuição à fotografia e à ecologia é que sistematizei a documentação dos ecossistemas do Brasil em livros que hoje se tornaram referência e fonte de estudos.

Onde mora atualmente?

Moro em São Paulo.

Se você fosse escolher um lugar para construir a casa dos seus sonhos onde seria esse lugar? (Pais, Estado, cidade...)

Ficaria entre uma ilha deserta em qualquer litoral do Brasil, no alto de uma montanha de Minas Gerais ou no meio da selva amazônica


Onde gostaria de viver?

Hoje escolheria uma montanha na selva amazônica

Como você descreve seu estilo fotográfico?

Sou um intérprete do Brasil, de sua natureza e de sua gente.
Meu estilo é particular e próprio. Fotografo com a alma, com o olhar compassivo e amoroso. Meu estilo é inspirado na fotografia clássica dos grandes mestres, Henri Cartier Bresson, Ansel Adams, Robert Frank, Eugene Smith, Werner Bischoff etc…


Qual o momento mais significativo, importante ou inspirador que você ja teve durante todo seu tempo de fotografo?

No início da década de 80, quando decidi lutar contra a instalação de usinas atômicas no litoral sul de São Paulo. Minhas fotos contribuíram para a primeira grande vitória da ecologia brasileira. As manifestações da opinião pública, em plena ditadura militar, forçaram o governo a desistir da implantação de duas centrais nucleares entre Peruíbe e Iguape. Hoje, mas de cinquenta praias de rara beleza e uma área de mais de 150 mil hectares de mata atlântica foram transformadas em santuários ecológicos.





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Voce possui assistentes/fotógrafos para te ajudar nos momentos em que esta fotografando ou você trabalha sozinho?

Nos primeiros vinte anos de fotografia trabalhava sozinho… depois, com a sofisticação das expedições me vi obrigado a formar uma equipe, geralmente com assistente e produtor.

Um web site ou blog que você costuma visitar sempre que possível?

Navego muito pouco na internet. Meu tempo volta-se cada vez para viajar, lecionar, dar palestras, ler e ver… cinema, fotografia,literatura, teatro etc..

O primeiro nome de fotografo que vem na sua mente e porque?

Ansel Adams, porque além de gênio, fez de seu trabalho uma arma de transformação social

Qual a importância de se ter um web site para seus negócios?

O meu site, junto com meus livros, é meu principal portfólio.Tenho um banco de imagens e um acervo com mais de 200 mil fotos.

Voce ministra workshops, cursos, palestras?

Sim, desde os anos 80. Agora, estas atividades vão se tornar tão importantes quanto fotografar.

O que os fotógrafos que vão aos seus workshop irão aprender e o que podem esperar por ter ido?

Tento desmontar o mundo organizado do aluno, mudar o foco do seu olhar, ampliar a sua área de consciência. Procuro desmontar a ideia de que a boa fotografia é privilégio de raros talentos. Em qualquer oportunidade, sobretudo nas conversas paralelas, conduzo o aluno a se reinventar, a experimentar, a praticar com o coração e a mente livres, a crescer como pessoa.


Qual a sua grande paixão na vida?

Ver, contemplar e fotografar

O que você não gosta?

A mediocridade que pulula.

Voce trata suas imagens apos a captura? Acha importante isso? 'E voce mesmo que as trata ou alguém faz isso pra você?

Sim. Acho fundamental dar um toque pessoal de contraste e luz. Tenho dois bons tratadores e um produtor gráfico para os livros.

Qual os softwares que usa para editar suas imagens?

Uso Lightroom e Photoshop

Voce estudou fotografia em escolas, universidade...?

Fiz faculdade de comunicação em um tempo que não havia fotografia no currículo. Sou autodidata.





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O que gostaria de dizer para aqueles que estão começando agora na fotografia, principalmente para os amantes da fotografia de natureza?

É fundamental exercitar continuamente. O exercício constante realça a inventividade, aproxima o aprendiz do espírito criador.
Além disso é preciso castigar os olhos e ganhar repertório: submeter o resultado do trabalho ã apreciação dos mais avançados, ler muito, ver muita fotografia e cinema, ler o melhor da literatura mundial, estudar os grandes mestres. O fotógrafo precisa encarar o desafio, sempre difícil, de mostrar a sua produção, seja entre amigos, nos cursos, em jornais, revistas ou exposições. É aí que ele cresce como pessoa e autor.

Qual equipamento você usa atualmente em seus trabalhos?

Para fotografar com filme uso duas Leica R6.2 com quatro lentes. Uma zoom 70.200mm. 2.8, uma 60mm micro 2.8, 35 mm. 2.8 e uma 20mm.2.8. Para digital, uso duas Canon Mark III e Mark IV com lentes 50mm f.1.2, 17.35mm, 24.70mm, 80.200mm, tudo 2.8 ; uma 100.400mm. f4. e uma 600mm.f.4. Flash, tripé, monopé…

Qual equipamento recomenda um fotografo, amante da fotografia de natureza, a ter?

Recomendo que o fotógrafo busque o melhor equipamento disponível no mercado, as lentes mais luminosas, as melhores marcas. Com o tempo é preciso simplificar e carregar o menor peso possível.

Uma comida:
Um bom peixe pescado na hora.

Um esporte:
Futebol

Um exemplo de vida para voce:

O fotógrafo W. Eugene Smith ( 1918-1978)
No dia 7 de Janeiro de 1972, ele e sua esposa Aileen Smith registravam uma manifestação de pescadores próximo a uma fábrica da Chisso, no porto de Minamata, sul do Japão. A empresa era acusada de lançar na baía mercúrio sem tratamento, que, depositando-se nos tecidos de peixes e crustáceos acabou contaminando toda a cadeia alimentar. Logo, milhares de recém-nascidos apresentavam mal formações dos membros e graves lesões neurológicas.
Seguranças da empresa agrediram o fotógrafo, provocando-lhe lesões irrecuperáveis: a sua mão direita nunca mais deixou de tremer e um olho perdeu sensibilidade. Nada que o impedisse de fazer uma sessão, em lágrimas, com Tomoko, uma das vítimas do mercúrio e a sua mãe.

«Tomoko no banho» foi considerada uma das 100 melhores fotos do século, e Eugene Smith (1918-1978) transformou-se num dos maiores fotógrafos do mundo.

Poderia dizer algumas palavras aos nossos milhares de usuários e leitores que se espelham em você e no seu sucesso?

A grande foto surge se você estiver preparado para a sorte, para aquele momento fugaz em que a beleza aflora na sua frente. O fotógrafo tem que estar com a mente desperta, absolutamente íntegro, absolutamente livre.
O resto é castigar os olhos e navegar





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E para finalizar fica um video com trechos da entrevista com Araquém Alcântara. Documentário EU MAIOR, sobre autoconhecimento e busca da felicidade. www.eumaior.com.br

DICA:
Troque a qualidade do video abaixo colocando para 720p HD e clique para assistir em tela cheia Smile




A MIRA E O ALVO
O verdadeiro fotógrafo da natureza, como de resto qualquer fotografo;
Deve escolher o caminho com o coração, e nele viajar incansavelmente;
Contemplando como pessoa inteira tudo que é vivo;
Absolutamente íntegro, sem submissão a regras e fórmulas;
Sem necessidade de parecer brilhante ou original
Só assim autêntico e livre pode captar o espírito criador em movimento
Aquele que mergulha na viagem do ver,
Tem que estar sempre com as portas da percepção aberta
Sabe que diante do eterno precisa esquecer a si próprio
A criação e o que importa
Gesto fundamental, caminho do conhecimento
Poderosa arma de encontrar o mundo
O ato criativo é contínuo e sem fim
A pratica sempre renovada de contemplar
Humaniza a visão, anula a verdades, permite a inventividade Realça o eu interior,
A recompensa é a experimentação mística do encontro com a beleza
O Fotógrafo sempre nesse momento fugas, algo parecido com o satorizen
O momento de revelação, um indefinido e maravilhoso prazer
Nessa respeitosa relação consigo mesmo
O fotógrafo cria algo de Original e significativo
Com espontaneidade e influencia
O observador se confunde com a coisa observada
O vazio se instaura, o que estava contido volta a pulsar
O que antes era pressentimento agora é realização
A pureza do seu diálogo de ver, que na verdade por mais forte que faça
Por mais poeira que tire dos olhos, continuará andando solitário com sua câmera
Mas ele também sabe que está apreendendo outra arte bem maior,
A arte de não ser coisa alguma, de não ser mais que o nada
E dissolver-se a si próprio no vazio entre o céu e a Terra.

Araquém Alcântara.


Editado pela última vez por DigiForum em Ter Ago 13, 2013 10:11 pm, num total de 8 vezes

Carlos Cazuza
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MensagemEnviada: Dom Set 16, 2012 3:22 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Não tenho palavras para agradecer a cordialidade e simpatia com que fui atendido pela equipe e pelo proprio Araquem Alcantara quando foi procurado para nos proporcionar esta entrevista.

Nosso "MUITO OBRIGADO" Wink

Que você continue fazendo sucesso e tenha muita saúde, sempre, em suas caminhadas, trazendo aos olhos do Mundo essas imagens tao lindas do nosso lindo e querido Brasil.

Que Deus te ilumine onde quer que você vá e conte conosco para divulgar seus trabalhos através do DigiForum. Aqui 'e sua casa. yeah

Amaro da Franca
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MensagemEnviada: Dom Set 16, 2012 3:59 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Imagens que retratam momentos de rara beleza e expressões marcantes, fruto de um olhar singular e persistência necessária a um fotógrafo, para um melhor resultado possível em seus trabalhos..Excelente!!! yeah

Deixo também os meus agradecimentos ao Araquém Alcântara por enriquecer nossa comunidade, compartilhando seu conhecimento e experiência yeah

E claro...Parabéns a você Carlos Cazuza, por mais este trabalho em pró de nosso querido, e agora com o Araquém Alcântara, ainda mais importante Digifórum!! Smile

yeah


Editado pela última vez por Amaro da Franca em Dom Set 16, 2012 4:30 pm, num total de 1 vez

Ricardo Barbieri
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MensagemEnviada: Dom Set 16, 2012 9:47 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Falar o quê de um fotógrafo que é referência em sua área de atuação?

Estou ainda embevecido pelas imagens, quando o efeito passar lerei novamente a entrevista Smile

Mariano
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MensagemEnviada: Dom Set 16, 2012 10:26 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Mais uma entrevista sensacional!

Cada vez que vejo uma foto do Araquém Alcântara percebo a imporatância de se trabalhar uma imagem, pois fotografar natureza e vida selvagem é sem dúvida muito difícil, domar as luzes e sombra que muitos biomas possuem é algo muito mais difícil do que fotografar em amientes de luz controlada...

É percebendo como que ele "prepara" uma cena e que em muitos casos espera a melhor condição para se fazer uma foto é que aprendo a esperar pelo momento certo, e tudo isto ainda vem carregado de uma composição magnífica!

Ainda hoje pela manhã, quando saí para fazer umas fotos no Parque da Cidade, aqui em São José dos Campos-SP, estava atrás de um biguá e quando consegui chegar perto o suficiente a luz já não estava mais como eu gostaria e me lembrei de um documentário que assisti sobre o Araquém, onde ele fez um trabalho sobre a pesca do pirarucu e levantava de madrugada para usar aquela neblina que se formava sobre o rio para compor o cenário perfeito, ao lembrar disso já me perguntava, porque não planejei de forma adequada, assim como aprendi com o mestre? Da próxima vez eu acerto...

E ao entrar num dos tópicos sobre fotografia (Nikon) vejo o anúncio do amigo Cazuza sobre a entrevista com Araquém e ao abrir a página da entrevista, vejo logo um biguá retratado em cena magnífica, secando suas penas sobre o galho da árvore, onde até a palmeira faz um "espelho" de suas asas... Que cena linda!

Parabéns ao Mestre Araquém Alcântara por fazer um trabalho tão lindo como este e nos ensinar tanto com o ele, também registro aqui os meus parabéns a equipe do DG que trouxe uma entrevista como esta para que possamos aprender um pouco mais sobre um profissional de referência e suas técnicas.

Abraço a todos!

Abaixo a humilde foto de hoje a qual me lembrava do trabalho do Araquém...

http://www.flickr.com/photos/marcelompmariano/7994257178/

AlexandreSP
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MensagemEnviada: Dom Set 16, 2012 10:27 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Sensacional! Obrigado pela oportunidade de contato com esse grande mestre.

ricardsonwilliams
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MensagemEnviada: Dom Set 16, 2012 11:46 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Bela entrevista, lindas imagens, muito bacana saber um pouco mais de um icono como o Araquem, adorei as fotos em P&B.

leonardo.muller
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MensagemEnviada: Seg Set 17, 2012 10:11 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Que baita entrevista tche, parabens yeah

guevara
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MensagemEnviada: Seg Set 17, 2012 11:44 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Que bela entrevista..
parabéns...

Botelho
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MensagemEnviada: Seg Set 17, 2012 2:29 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Um dos maiores expoentes da fotografia em nosso país... é um privilégio ler esta entrevista no DF.

Parabéns mais uma vez ao Carlos e a todos da Administração. palmas

Gostaria de fazer uma pergunta: quais sacrifícios de cunho pessoal (família e amigos) ele teve que fazer para seguir sua trajetória na fotografia ao longo dos anos. Haja vista ensaios consumirem muito tempo e dedicação, com vários meses do anos longe de casa...

[]s

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MensagemEnviada: Seg Set 17, 2012 3:31 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Sem palavras...

Desde antes de comecar a clicar eu ja babava nos livros do Araquem... Ficava imaginando como alguem poderia capturar aquelas imagens e tudo mais...

Sensacional Carlos... Fica aqui nosso profundo agradecimento por voce nos brindar com essa entrevista. yeah

Abs

Carlos Cazuza
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MensagemEnviada: Seg Set 17, 2012 3:42 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Botelho escreveu:



Gostaria de fazer uma pergunta: quais sacrifícios de cunho pessoal (família e amigos) ele teve que fazer para seguir sua trajetória na fotografia ao longo dos anos. Haja vista ensaios consumirem muito tempo e dedicação, com vários meses do anos longe de casa...

[]s


Estarei repassando sua pergunta ao Araquem para que ele responda assim que possivel yeah


Obrigado a todos pelas palavras yeah

Não esqueçam que voces podem participar enviando perguntas para o Araquem Alcantara Wink2

themeron
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MensagemEnviada: Seg Set 17, 2012 4:35 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Um momento ímpar na história do DF, onde um ícone e ídolo nos revela um pouco de seu ser.

Só me resta clicar em 'arquivo', 'salvar como', 'pagina da web completa...' yeah

Para guardar e refletir:

Citação:
Procuro desmontar a ideia de que a boa fotografia é privilégio de raros talentos.


Parabéns e grato ao Cazuza e equipe por esse momento compartilhado.

jardimalegria
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MensagemEnviada: Seg Set 17, 2012 4:57 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Simplesmente fantástica essa entrevista !!

E se eu puder fazer uma pergunta seria quando ele percebe o momento de fotografar com filme ou com digital ?

Carlos Cazuza
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MensagemEnviada: Seg Set 17, 2012 6:46 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

jardimalegria escreveu:
Simplesmente fantástica essa entrevista !!

E se eu puder fazer uma pergunta seria quando ele percebe o momento de fotografar com filme ou com digital ?


Estarei enviando sua pergunta a ele yeah
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